SOLFEJO

Troco-me,
desato os nós,
os cabelos.
Absorvo brisa,
despenteio-me,
 inteira,
alegria.
Elevo-me,
descrevo-me, 
observo as águas
lavando minha alma.
Já não aqueço,
esfrio,
acalorando,
apenas dentro.
Os folguedos,
embora discretos,
acontecem,
nesta alma andarilha
de visões.
Solfejo,
abro a comporta,
grito e cartase-o,
aquele sentimento
chamado amor.
Amo e declino-me,
infinitas elucubrações,
quase à comporta,
existir...
Soterro a lua,
divagações sutis,
abro a claridade,
já é dia,
ACORDA! 

Vanize Claussen
30/08/2015

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