O papel em branco,
a caneta vazia,
o reflexo de uma vida,
entupida de infiltrações.
Agora,
o vento batendo
nas extremidades,
levando-me a pular,
saltar mais longe.
O momento é de solturas,
onde somos levados a entender
que nada é ao acaso.
A casa agora é dentro,
onde existe conexão.
Vou seguindo,
nas leituras diárias,
conclusões sensatas
de um movimento interno
que nasce todos os dias,
da poeira ao topo da montanha,
vou traçando a vida,
num colorido especial.
Procuro reconhecer,
nos pequenos fulgazes
saltos,
a importância da decisão
e da permissão das coisas.
Me antevejo,
me aceno,
me escuto,
me observo
para que eu possa ir mais adiante,
nesse vai e vem,
ao extremo de mim.
Vanize Claussen
30/04/2026






