Os alinhamentos esperados,
estão pululando
sobre as calçadas
do nevoeiro inquieto.
A chuva, sem tregua,
irradia as incertezas humanas.
Os pincéis e tintas,
ainda em cima da mesa,
esperam sua soltura.
O tempo se tornou escaso,
porém,
estamos mais perto
das realizações.
Apesar das corredeiras insanas,
vamos angariando fagulhas
do cristal mais puro,
vamos dando linha a pipa
e voando mais alto.
O espaço exterior
se transforma,
adentrando o coração da alma:
a chama está acesa.
E mesmo que tenha
muita água
rolando do céu,
vamos espelhando os sonhos,
refletidos, qual mágica,
sobre a relva verde
de nossa história aqui.
Os corações empilhados
pela busca
dessa tal felicidade,
encontram-se
desamarrados,
podendo ir e vir
em seus próprios anseios.
O tempo se distrai
e aquece os corpos humanos,
ansiosos por liberdade.
Mas onde está esse motivo
se apenas estamos
passando um tempo aqui?
Vanize Claussen
02/10/2026


