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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

BRILHANTE

Nos octógonos brilhantes, reluz a vida, semelhança de existir. Prateados cordões, evasões de poesia nas entranhas da alma, calma. Romarias infinitas de versos sem medo, discussão latente e subterfúgios iguais. São retratos, pessoas, passagens inquietas, brilhantes,  sem fim... O mar interno grita de suor  extenso de prazer, divinal tempo. São colchões redondos, faíscas de rosas, temperança de gotas, reluzentes destinos, aproximam-se, reagem ao toque, se olham, reagem, disfarçam, entendem... A luz amacia o corpo, brilhante de emoção. Tempo de estar junto, chegando, ficando, alterando em amor, as perdas da vida. Agora, somente silêncio, eternamente presença.
Vanize Claussen 24/02/2016

COLHEITA

Na vida, colhemos, plantamos, recolhemos, retratamos, alertamos, dissolvemos, das entranhas, da alma o que merecemos. Assim, seguindo, no vértice das membranas caóticas humanas, vamos absorvendo, retraindo, respirando, recriando o prazer de continuar. Sem lugar, com espaço, no temporal, no amasso da corredeira pasma, do amor embotado, curvado,  do homem escondido, ferido, retraído em si mesmo. Desorientação, armação imaginada, corrupção delatada, aos que o acolhem, que lhe abrigam, fazendo em si, aos outros, a mentira que vive em si mesmo, a si mesmo, envolvendo  ao seu redor, sua dor de perda. Perdição, imaginação, criação espontânea, de vestir nada, dizendo de Deus, cantando promessas, ainda sem crê-las, sem fazer  o que o trouxe. Ah! Tempo de colheita! Insanidade ver, verdade nua e crua: anoitecer de amizade, escuridão, evasão, dissolução. Sempre? Deus trará a resposta. Amém.
Vanize Claussen 19/02/2016




NATUREZA

Água, encantamento, borbulhas, luz. Invasão, dentro, alma atenta, visões infinitas, sons inquietos, por todos  os lados, sons, água, verde folha, verde chá, verdejante tempo de ficar. Constelação de imagens, natureza, certeza de presença. Criador e criatura, unidos ali, totalmente integrados, totalmente ligados, interligados ao natural da vida, aqui na terra-mãe. Física, quântica, semântica, estar, perceber, integração, interligação, entrelaçamentos, solturas, verdades íntimas com Ele, o Pai. Tremendo, tremor, alegria, fogo divino, água pura, alegria, amor. Direito divino, chegando, em cada instante, em cada pedaço de presente, passagem humana, aqui.
Vanize Claussen 14/02/2016




ILUMINAR

Ausência, reflexão de imagens cantadas dentro, onde somente nossa essência individual, pode saber. Solicitude e solidão? Pegada e largada? Mordendo e assoprando? Madureza feminina, sabendo nas entranhas, a centelha intuitiva, da maravilha mental. Dissoluta, faceira, companheira, matreira, guerreira, essa mulher. As aves lhe tocam, n'alma, onde na visão, talvez de águia, simplifique, codifique, reorganize idéias. A natureza  lhe chama, proclama, entoando vibração, ação escrita, verbal. Dançante vestido, rodado de rendas, rosado de sol, flores na cabeça. Centelha divina, cantando em seu  ventre de luz, que ilumina quem lhe toca, não a pele,  mas o essencial. Ser doce, primeiramente, sorrateira, depois de percebido o enigmático mundo do dissoluto  ser aguçado, entremeado de imagens, que ao pó retornarão, como toda nossa vida. Iluminação, construção, caminhada, subida. Todos os seres,

SENTIDOS DE SENTIR

O sentido de sentir fica sem sentido, quando o maior sentido é sentir. Estar aqui é sentir, através do corpo, juntamente à alma, os sentidos de sentir. Iluminação, transformação, coerência de estar sem estar. Passageiro, eterno, sentir, aqui ou lá. Captação de memória, antes, durante, depois. Flashs da história, epsódios almais, mentais, corporais, indescritíveis, intangíveis, alguns tangíveis, inanimados, animados. Parâmetros  discretos, indiscretos sonhos reais. Toque alma, calma corporal, etérea,
 sensual, divagações, imaginação ou vivência  do lado astral? Presença real, na imagem fictícia, ou na vida além daqui, onde existem, com certeza, uma natureza sutil, livre de massa corpórea, física? Sentimentos, evocações, limpeza, massagem, almificação de tempo onde a vida só começa, sem lamento, apenas percepção instantânea do toque de amor. Sentir dos sentidos na dimensão da pureza, na calma da alma, apenas sentir.

ESPELHO

Contorno, no traço vago do quadril, tranças violinísticas, trampolim mágico, sonho enigmático, transparência, harmonia, viagem, movimento vagando dentro. Aquarelas, na querelas do traço mágico, toque discreto, lampejo d'alma, onde a calma, misteriosa centelha, retrata inquieta as cores sorrateiras, dos olhares das mãos. Borboleteando, no compasso, andarilho insano, a luz tocando, o corpo nudificado de prazer com a lua. Apenas traçado, apenas luminosidade, face aquarelada, e toque divinal. Espelho, retrato, paisagem noturna, invasão de amor.
Vanize Claussen 03/02/2016