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Mostrando postagens de 2017

TECIDO

Acertos, soluções, exaustão... Divergências, inteligência, desgaste, rotina... Talvez, espectral  sentido de movimento, lamento, novo experimento. Nas dançantes retirantes centelhas de brisa, lábios enxaguam a tormenta lenta... São facínoras, repelidas das entranhas geridas no arremate. O tecido surrado, já experimenta o ferro quente. Agora,  jaz... É apenas luz onde nada  pode atentar. Somente o fogo, na libertação  embriagada, salpica as estrelas ondulando paz. Assim, dentro da embarcação desgastada, ruminam gotas de água cristalina. Agora, somente viver sem conter liberdade.
Vanize Claussen 10/12/2017

TEMPO DA VIDA

O tempo é canção,
Coração de dentro,
Alma... São varandas de ver
A clareza do amor. A intenção, Intensidade de carinho, Cada vez maior. A vida de minha vida, Brotando espontânea Na alma do tempo. Menina flor Com seu menino príncipe Invadindo meu ser inteiro, Numa poção mágica de cor. Momento único, Trajetória do criador, Para toda família. Espetáculo de sentir, Na essência de ver, O amor infinito, Completando um ciclo, Iniciando outro. A vida, o tempo... Movimento eterno, Novas e saudáveis direções. Conselho? Nenhum... Apenas  o olhar vagando Na busca de eternizar, Dentro do tubo mágico, A corrente do bem. Filho de minha filha, Seja bem vindo Ao seio familiar. Você é luz, amor... Te amamos muito. Caio,  Cheio de alegria, Vem trazendo Nas pequenas mãozinhas, O sabor doce da paz. Gratidão pela sua vinda Ao criador de tudo.

- Dedicado ao meu netinho Caio -
Vanize Claussen
25/10/2017








GÔSTO DE CAFÉ

É como se  os pratos molhados, solidificassem as entranhas... escorrendo assim, as certezas. O caminho nublado. O caminhante, ainda inquieto, construindo sonhos doces. O cortejo, enfim... Casamento de ideais, enluamento prateado, colado ao pescoço do dedo. Enquadramento, porém, as asas deles, atentas, voo individual, lado a lado, acontecendo real. Os contornos exatos, abertura plena, toque infinito de uma claridade: estupenda, umidificada. Dantescos experimentais enredos, pinturas solidificadas ainda inacabadas, construções estruturais seladas no olhar. No passado, montanhas íngremes escorriam... Agora, planície, saborosas realizações, declarando corredeiras. E nas intensas subterrâneas águas mornas, quase ferventes, o saboroso gôsto de café, espumando na boca.
Vanize Claussen 15/08/2017

INTENSOS DE AMOR

Quero somente, por favor, um desenho da cor de janeiro! Seu corpo inteiro de alma, pra mim! Como se açucenas inquietas e borboletas infinitas nos pousassem, entrecortando, voando... em nossas breves  almas afins. Quero teu sorriso dentro de minha essência dissol-vento os terrores anteriores. Quero apenas estar, sentir seu cheiro, ficar ao lado, leito branco de jasmim. No aquecer das vírgulas, nas reticências... Quero na manhã ver-te atento ao tão longo período de espera; quero afagar-te com o folego da loba, dar-te a tranquilidade da fênix ferroz que mora em mim. O extremo rumor, que bate dentro... tua vida na minha para canções de finitude, pois é tudo passageiro. Vamos apenas renovar, viver, beijar... encontrar nas nossas almas a essencialidade que está além-matéria. Que sejamos breves, porém intensos e leves de amor, por favor!
Vanize Claussen 7/8/2017


SUTILEZA

Soterro, teu cheiro insano. Deixo a maré subir e olho o horizonte. Os desejos,  se foram douradamente como os passos na areia. As águas, nos sons prozaicos do rock da vida, elevam as casacas jogando-as ao léu. Olho e não vejo tuas certezas. Observo: sabor de passado. Agora, somente o novo contempla o velho instante, de longe. Aqueço-me ao sol de brisa, acerto as antenas, recebo mensagens e borboleteio ao caos de teu intelecto imperfeito. Vagante na calmaria, resolvo instantaneamente passado mal resolvido. Dissolvo, aperto o passo e sigo, abundantemente, em frente. Sou o leme, o navio,  as velas e o mar. O que quero, onde quero,  vem me encontrar. Relaxo e simplesmente gozo nas entranhas de minha alma ardente: A SUTILEZA.
Vanize Claussen 25/07/2017


PRAIA ENCANTADA

O vento embala e os cortes, as junções vão entoando cores dentro do universo, discreto, onde as ondas e maré, importam menos, agora. Deixo-me levar... Pelas estradas de nuvens soltas, onde a criança no seu dom de sorrir, eleva-me, distrai meu pensamento onde apenas a brisa encanta as cordilheiras da emoção. O dourado da areia, estremece a vida, exalando paz. vou construindo idéias, soltando a imaginação na fortaleza do tempo, que, sem igual, dissolve paisagens ruins em boa esperança. Novamente escrevo pantufas líquidas, onde a espuma vai soltando versos. E na imagem de um vidro a esmo, vou atraindo verdades, resgatando certezas em cactos passados. O guarda-sol dos anseios sai voando, volatinando  na praia encantada dos sonhos. Agora é brisa, leveza, hora das realizações.
Vanize Claussen 23/07/2017

BORBULHANTE

Sou colorência de solturas fartas, cantante de ondas, linhas do imaginário inquieto. Pertenço aos versos, palavras luares e também as cores fluorescentes, latentes na alma! Caminhante do tempo, vou seguindo paisagens, derramando colorido nas impertencentes retinas. Já não quero apenas  goiabada, mas desejo enqueijar-me de certezas incertas, onde os realces  das luvas azuis, cantam versos, soltam rimas de sonhos. E o doce das asas das borboletas, invadem, semelhantemente, qual brilhante a alma pescadora de idéias. Borbulhante bebida, adocicada, que incendeia fortalezas, trazendo imagens, construindo escrita. Onde tudo se consome, junto, dentro de um quadro vivo de passagens interplanetárias. Vagam e desembocam na maré da fluência do pensamento, que comove, move... Ah! Delícia de momento!
Vanize Claussen 21/07/2017

CAMINHOS

Em nossa existência, acontece ou não o interesse real sobre coisas ou pessoas, mas vezes apenas um interesse provisório. Porém, sabemos que tudo aqui é provisório, um tempo... Mas existe um liame de medida em tempo real de interesse, naquele momento, qual aciona uma máquina de emoções fadadas ao insucesso ou sucesso, dependendo da visão da persona que obtém a imagem. Porque viver é um construir-se assemelhado a cacos inquietantes quebrados em tantos provisórios movimentos reais antigos. E, para vivenciar novos momentos reais é necessário fortalecer-se, encontrar-se, saber-se, ver-se como num espelho a reflexão interior. Na criação de um refletida a imagem de quem somos e buscamos ser, conseguimos a equação exata para a comunicação com outras equações reais, mesmo que seja o espelho colado de cacos. A reflexão assemelha-se ao tempo de olhar a imagem refletida de nós para estarmos inteiros ao encontro de outros mundos. Nossa vida reflete o que nas colheitas, muitas vezes insanas, armazenamos. N…

ESSÊNCIA DE TODOS

Entre a vida e a morte, entre dizeres e prazeres... Quanto tempo faz? São eloquentes passagens, discretas, as quais, dentro de um tubo ou voando  numa tartaruga gigante, sou semelhante ao pó, como você. Então, para que a pressa? O tempo, num realce das cores vai pintando a vida. Esconder? Insanidade. A percepção é a inteligência da alma. E nos longínquos espaços perdidos de despedidas insanas, vou costurando a calma, pois o que é virá  e ficará presente, vivo, serpenteando o prazer do amor. Ah! Para que chorar? A fortaleza está viva. Seguir em direção ao vento dos sonhos demonstra: Não há limites para a felicidade! A idade, nem importa, porque a brisa louca das constelações eternas vagueiam por dentro da essência de todos.
Vanize Claussen 21/07/2017

FELICIDADE

Felicidade é a forma eterna, inteira, que esquenta... Sabor "não sei de que" que brilha, como se fosse uma partícula, o mundo explodindo... O sonho enxágua o pensar que grita de dor, estremece... O sentir faísca, um vento doido que enlouquece de tanto amar. Atrégua é instante que acaba, o vento novamente sopra e o amor se faz presença.
Vanize Claussen (Livro: Eterno Olhar - 2012)

REALIZAÇÃO

Descrevo-me, entre as flores e folhas, cavalgando no jardim das emoções, os anseios sonhescos que exalam, dentro... Oh! Certeza da incerteza de ver realizações proseantes, aqui e ali! Antevejo, sorvo, derramo algúrias dos recônditos inquietos, exalo perfume das montanhas distantes, vejo aquilo que está além das especiarias indianas... Observo... ao redor apenas  beijos de retalhos em pedaços esquecidos. Agora, realizações exatas, física perfeita, química real, inigualável perfeição entre as folhas escritas e cores na tela. Ah! A tempestade passou! Agora apenas brisa.
Vanize Claussen 03/07/2017

VIDA DA VIDA

Formosa altura, no pensamento esvoaça... A musicalidade ecoa em ventania emudece, rosto límpido, semblante aberto, coração livre. A movimentação apenas estilhaça a vidraça nua da alma quente. Atentamente, na rua, esvoaçante o lenço, no pescoço, conta história de vida. cada tempo uma esperança, momento único. São fatias, cada pedaço, um espaço de luz. Enebriante velocidade vai tomando, entornando a sagacidade nas linhas escritas do amor, de amar. A vida da vida, chegando perto. Som...
Vanize Claussen 03/04/2017

ESVOAÇAR

Hoje, tempo de estar aqui. Silêncio dentro, onde as passarinhais idéias de vento, sobrevoam o pensamento. Entumecida, instigada, buscando, intenção de alma. Muito depois, antes, durante, apenas gratidão. Olhar de sentir, pulsar do olhar, coração bate. Esperar e seguir, Os dedos no teclado, formatando emoções, intenções de sabores provocados internamente. Esvoaça a mente... breve voar que descortina alma que sobe atenta e desce inteira. Formas coloridas esbranquiçadas e rápidas temperando corpo, imagem, espaço, tempo. Além do arco-íris seguindo....
Vanize Claussen 14/01/2017