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Mostrando postagens de Setembro, 2016

DEPOIS

Cada coisa que faço, tem que ter a calma, a alma, o passo. E na corrente, jardineira da vida, o compasso do abraço. Deslizando dentro, no amasso da essência, intermináveis beijos, a fortaleza da alegria, cantando sabor do horizonte perdido, em muitos, que agora, sempre, inquietante paz, invade. Vou entoando música, imperceptível beleza, interna, externando além corpo, a alma feliz, o amor à vida, a sabedoria  da transformação. Intuição real do depois.
Vanize Claussen 26/09/2016


DENTRO

Vejo-me dentro, dissolvo o fora... percebo ao contorno, retorno. Dentro abro-me, discretamente observo, o expandir do vento, elemento dentro, ao contorno. Volto-me fora, vejo dentro, expandindo... Totalmente, ardente dentro. Recebendo...
Vanize Claussen 25/09/2016

CORPO ÚMIDO

Os beijos, alentos desejos, que incendeiam minh'alma, saboreiam meu ventre-luz, reluzindo estrelas. O compasso, no traço rítmico, do teu abraço quente, dilata pupila, antecipa prazer. Sua saliva louca, engole minha boca, esquenta minha paz. E seus dedos, atentos, escorrendo no meu corpo úmido, vai fazendo viagem, expandindo coração, na ventania louca do gozo voraz. Ah! Quanto querer! Apenas mental no teu sonho incapaz de chegar em mim!
Vanize Claussen 21/09/2016



SALIVA DA BOCA

Saboreia vida, aglutina saliva na sua boca, saboroso calor, que entontece, revive calor, corpo ardente. Descobre útero, passeia na pele, entontece de sabor. Enlouquece tempo, retraindo e atraindo, dentro da teia, insana certeza. Imagens, passado, presente, futuramente aqui... experiência intangível, totalmente invencível, amor de cigano, tempo de clareamento, dentro, paixão aplacada. Revoada de pássaros, dizendo apenas: cheguei.
Vanize Claussen 20/10/2016



QUERER INQUIETO

Solto-me, absorvo alma e encanto. Vou goderando vento, temperamento, brisa inquietante, descortinada de luz entranhas de útero, ressurgindo, aumentando, solavanco, e voltando... São pensamentos, verdades, vontades, saídas, tesão. Volátil experimento, sedento, partindo, voltando, com alegria, coração. Amor inquieto, que sobrevoa entoa canção. E, na leveza da brisa, construção, casa nova. Cheiro de madeira, alicerces fortes, chegando,  cantarolando, invadindo, abrindo comportas, antes tortas, agora leves. Breve ruído, acetinado, lindo, formigando luz. Ah! Querer inquieto! Vem ficar comigo!
Vanize Claussen 20/10/2016



SALTO ALTO

O medo que te provoco,  fascina e entontece, de não saber  onde e quando  falar. Mas a brisa da manhã  aquece em pensamentos, onde, nem sonhos podem torturar meu ser interior. Seu salto eloquente nas águas, onde a idéia veio a galope , te trouxe feridas, que antes, não tinhas na alma. Agora,  em meu salto alto, ainda que despreze a minha vida, digo-te: Sei que irá procurar-me. E quando me achar, se espantará, por ser tarde. Linda e alegre estarei, bebendo os melhores  vinhos, e sendo apenas feliz por ser quem sou e estar de Salto Alto na vida.
Vanize Claussen 06/07/2012

MOVIMENTOS

Como movimentos de plumas São os momentos eternos De um sonhador Que experimenta o gosto, Sabor vivo do amor, Na presença singela De toque e cores, Como anjos que flutuam No correr da vida. Presença etérea e real, Como se Deus falasse Ao nosso ouvido canções. Ah! É sentido de sentir O abraçar do carinho do sol.
Vanize Claussen 31/08/2004


MARÉ ABERTA

Condição, fatores externos, comunicação... solto vento e vou, o barco, que aportava, vai seguindo a maré. As ondas, esguias, levantam o humor, vão tropeçando água, vão cantando ar. As asas se aprontam, se distraem, e alçam acima céu o horizonte infinito. São ferozes alturas, fugazes passagens, vida acontecendo, dentro. Os entulhos, perdidos  ao profundo mar. Agora é brisa, volante voo, cantante voz, doce certeza, felicidade, paz. Louca aventura, que atrela as emendas na tremenda esfera terra de ser ar.
Vanize Claussen 02/07/2016