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Mostrando postagens de Novembro, 2015

BORBOLETAS AZUIS

Penteando os cabelos, intactos, vou serpenteando de fitas coloridas as rolhas dos vinhedos. A alegria exala: uvas frescas no quintal! Lugar de querer ficar, pomar... Ah! Esse tempo ! Outrora infantil, chamando. Não posso explodir o tempo para voltar, mas a lembrança dessa inocência, caminha nas veias escondidas do corpo. Aqui estou cozinhando pensamentos que muito atrás refrescavam as idéias. Agora, apenas desejo... Que venha ao meu encontro aquilo que preciso. E assim sigo, o caminho encantado, das borboletas azuis.
Vanize Claussen 28/11/2015



BRISA

Hoje percebo-me. Percebo-me branca, negra, amarela... Percebendo da vida, cores intactas, nascidas na tela de minha rua. Hoje estou à deriva, viajando no mar de barco à vela, coroada pelas águas da vida, navegado vou vestida de azul, verde, branco e amarelo. Despejada de mim, olhando o quarto-mar, catarse infinita, de uma infinitude igual ao rolo de papel higiênico. A inércia da cama observa-me, estampa-me de olhar a tela pendurada, sorrateira fala: casal num sexo gostoso, prazer de visões, expansão de imagens, idéias. Hoje acordei brisa. 
Vanize Claussen 28/11/2015