Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2014

A CAMPAINHA

Esgotei-me de incertezas, derramei as rosas no jardim onde a alma canta a passagem do presente de estar aqui, viva. Sorrateiramente vou deixando e o fluir intensifica dentro, nas tramelas mais fechadas, dissolvo o canto e a voz embala o vento de solturas sem fim. Importam-me as rosas, sim, as rosas prometidas e seu perfume matinal, onde o encanto estonteia de tão sutil espetáculo! Deixo-me sentir a grama, visto-me de seu sabor percebendo sua textura na gravura interna de minha doce vida terrena. Sensação de paz naturalmente, dentro, naturalmente ao natural de minha essência de querer amor sem fim. Mas o vento chega forte debulhando-me, qual milho em mãos espertas. Mesmo assim Eu canto, encanto sorvendo o que o tempo, de vida, me trouxe: Aprendizado, aprendizado, aprendizado. A campainha tocou, nesse breve instante, eu acordei.
Vanize Claussen 27/06/2014



SABOR DE NÓS DOIS

Seus dedos discretos, olham-me, serenos, entrelaçados em mim. São pedaços repartidos de essência plumificada, como anjo em minha vida. Derreto-me aos teus lábios de delícias, num beijo que acaricia-me inteira, transportando-me, em pensamento, a lugares,  nunca antes, visitados visivelmente. Somos feitos um do outro, numa brisa de sabores que emitem sons, internos - externos, de nós dois. A velocidade do tempo, na distância dos atos, envia-me a meditação, como um sol de amor. E nesse vapor de luz, percebo-me inteira, perfeita rosa-mulher, saborosa dentro e fora para frutificar o amor que nos pertence, mesmo antes, de estarmos aqui vivos. Embalo-me de tua voz, que esquenta meus ouvidos de calor suado do amor. E vagando pelo quarto, vou levando perfume, vou contando história e encantando seu desejo de me querer mais e mais... E assim ficamos de amores enrugados na disforme leitura do tempo de estar junto, no sempre da vida efêmera.
Vanize Claussen

27/06/2014

FASCÍNIO

Dança quente , meu amor, que “o amor não serve frio”! Vem “quentar” minha saudade, de beleza e verdade, transformando esse tempo em qualidade! Dança, dança, meu amor, Na ligação da alma, vem... me acalma, no pulsar de teu calor! Vem dançar em mim pra eu dançar em ti aninhada em tuas cores, doces flores de jasmim! Perfuma-me, semeia-me, encanta-me de teus amores falantes na passagem das conversas! Vem com pressa! Verso em verso, em rima e prosa e sorteia-me tua musa, tua diva, tua rosa para debulhar-me a ti, estonteante e charmosa. Toca-me, perpassa-me, navega-me, transforma-me para que eu te toque, perpasse, navegue em ti e possa transformar-te em puro amor de alma, que junto somos! Cantante destino aguardando musical em nossas membranas dançarinas... Tudo isso me fascina, meu amor!
Vanize Claussen
25/06/2014

O TEMPO

O tempo é passageiro insano ao nosso corpo. Ecoa verdades, dissolve mentiras, transforma e soluciona através da maturidade. Não aceita indecisões e reage a covardias, interage ao amor. O tempo, profano, inseto do físico derruba horizontes, mostram rugas da idade. Fere a quem não quer, envelhece a todos, mas continua jovem. Ajeita e tranquiliza a alma grande de sutilezas. Fenômeno igual não há que o tempo não decifre. Amores, guerra, intrigas, queixas, ciúmes e a tal verdade. As horas minimiza, a beleza externa, trazendo sentido, profundo, de vida. E na morte deixa saudades de todos que amamos. Assim é o tempo, aqui.
Vanize Claussen 08/06/2014


O CIRCO

No pulsar das andanças da vida, muitos ventos venci, sorrateiramente, olhei a estrada, ao longe de perto, observei uma tenda. Risos, gargalhadas, aplausos, gritaria e muita alegria. Rapidamente fui contagiada, lentamente adentrando e observando o picadeiro envolvi-me pelo lugar, encantado. Sentei-me na arquibancada de madeira rústica, no meio de pessoas felizes, mas eu não via nada, apenas um picadeiro vazio. As luzes se apagaram... Como num passe de mágica um canhão de luz trouxe à tona sapatos coloridos e risos enigmáticos nos olhos de cada criança, os quais me surpreendiam ludicamente... fizeram-me ver calças coloridas, bolas de todas as cores começaram a subir e o palhaço, segurando o suspensório caminhava com seus passos largos dando cambalhotas, fazendo caretas, transformando todos em crianças, retirando sonho de seus bolsos. E quando percebi estava soltando uma bela gargalhada, e a magia do circo invadiu-me.
Vanize Claussen
30/05/2014