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Mostrando postagens de Junho, 2016

PARA SEMPRE

O vinho entontece, dissolvendo algúrias, sinais afins, construindo formatos, novas elucidações, numa arte intensa, sem limites. São pedaços, pedras, rosas,  flores azuis, descortinando amores, amor e tempo. A imagem in-medida, de um parâmetro irreal, escondido, para muitos. Evolução, certeza de continuidade, incerteza da verdade, mas consciente, ausente x presente, onde nem ventania, nem chuva  pode dispersar ou apagar. Sem lamentações, somente viver, momento, sentir e ir embora, apesar de, para sempre estarei.
Vanize Claussen 17/06/2016




O TOQUE DO CARINHO

A liberdade me acariciando a alma, vai tomando, dentre o lindo amanhecer, a floração instantânea do ato de viver. São detalhes, memórias, lamentos, talvez, de um dia, muito atrás, ter esquecido de viver, talvez: o amor. Mas tudo se renova, sempre, como a Fênix. São translúcidos movimentos, interiores, renovando passagem, recriando a infância, a pureza de alma. O toque do carinho, vai dentro, vai nascendo, dia a dia, numa vibração real, da irrealidade que nos percorre. São os rais de sol, os cabelos jogados, os passarinhos cantantes, a névoa gelada, a vegetação natural,  o musgo na pedra... Quantas alegrias! Quantos olhares! O coração vibrante apenas sente, recebe e chora.
Vanize Claussen 17/06/2016

SURTOS LOUCOS

O olhar,  pérola dos sentidos, entontece, enobrece quando chega devagar ao coração. Tanto tempo, tanta espera, e agora tua lua, nua. Olhando não sei o quê! Paisagem perfeita, a minha pele na tua. Somente o Criador, na sua certeza, poderia permitir tal façanha. Ah! Tudo vai, tudo vem... E além mar, estarei esperando suas notícias. O cortejo, faz tempo, se foi. Agora, enevoada espera, que outrora, viva, somente escuta, nas gavetas interiores, os sentimentos remexidos, disfarçados, esquecidos, enfeitiçados, congelados ao fundo, atrás do mundo. E o olhar, quente, estarrecido, perdido, discordando a vibração cantante do coração, se foi, estagnou, parou nas diversas, reversas, fronteiras das amantes, infinitamente muitas. Retalhos em cada uma: corda frouxa, sapato aberto, meia que não  esquenta os pés, retrato perdido. Profundidade, talvez um tico aqui, outro ali, de passagem, apenas experimentar gostos.

TERRA É SEMPRE TERRA

Reticências que, atraídas, por parênteses, me levaram  a interrogação. Somente a exclamação, me restou, enevoada de dois pontos, que correndo ao encontro das aspas, perguntou: Não está na hora  de um ponto final? E lateralmente, a vírgula, competindo com o ponto, acabou sintonizando nas estação musical onde,  os dois, transformaram-se e o ponto e vírgula se formou. Ninguém escapou, depois do acontecido, parecendo que o amor, depois da interrogação era um ponto final. Mas não era, estava apenas começando a dizer dentro da alma que mudanças acontecem, e nos trazem calma. Agora...esperar? Continuar, talvez; voltar, jamais. O que está escrito, vai ficando, e o que está partido, só por graça divina, pode retornar. Até que a morte nos separe. Terra é sempre terra.
Vanize Claussen 13/06/2016


AINDA ASSIM, PASSO

No canto esquerdo, teu olhar sobrevoa o meu, discorrendo em gotas, as mais belas canções, que outrora, enevoando meus anseios, descortinava a mulher que habita-me. As gotículas encantadas, são jogadas à terra, transformando-se, cristalizando-se, no amor que habita em nós. A distância, sem cobrança, sem temor, sem promessa.. sem pressa de chegar. Apenas ali, observando, vagamente, o olhar enevoado de água cristalina, a percorrer, fugaz, minhas cochas, meus seios, minha saliva louca, que te procurava (insana)... Agora jaz, nas cortinas das montanhas, no avião que sobe, na brisa quente  de um corpo homem, que me aquece. A viagem leva-me e desenlaça a fêmea felina que habita-me. Sou apenas brisa, força, caos, vento, tempestade, criação... Purifico-me, desfazendo os nós, dissolvendo perspectivas e alterando caminho. Em frente, criador, criatura,  sonhos a realizar. Plasmo e recebo a Gratidão. Sou feita de flores, cores e paixão, sou apenas essa louca luz, (as vezes devassa), disfarçada de vermelho. Uma linha, apenas...azul. Construção de long…

PRESENÇA

Não peça a enamorar-me por ti,  Se não podes enamorar-te por mim.  Então enamore-me, se podes,  inteiramente dentro e fora,  E que nas pequenas pétalas de rosas,   esguichem versos de alma à alma. Assim sendo,  estaremos inteiros  na profundidade de estar presente,  Presença um para o outro.

Vanize Claussen 12/06/2015