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Mostrando postagens de Julho, 2013

OS FILHOS

No aconchego do quarto, olhares maternos em vidas prontas. A música entoada de corpo e alma dos que de mim saíram. A luz em penumbra, as fotos paradas dos filhos e eles, sob o fundo da parede num abstrato informal, sobre a cama-mãe de madeira maciça, dissolvem notas musicais abraçando, sem saberem, a mãe emocionada. Tempo de ir, tempo de amar... e na construção e formação deles, a música de pedaços serpenteada de indescritíveis tendências de minha alma e acometidas dos gens pela evolução humana. Ali, naquele pedaço-tempo em mim, os que levam parte do que sou. Saúdo neles a minha própria vida. Passagens de gargalhadas, fotos de álbuns, solturas de viver e as cócegas e risos que durante o crescimento das partes de mim, relembram estágios, passagens, momentos, movimentos do tempo passante, estonteante e infinitamente grande quando vemos com o coração. E no bailar vamos indo, Cada um no seu aprender, crescendo e formando sua própria história de vida. O som do violão pelas mãos do filho e a voz cantada pela filha relembrando tempo de…

ENCONTRO

Estrelas sopram nos meus ouvidos estalam e completam formas. Felicidade estar ouvindo você, mesmo que longe. São pequenos toques num tic-tac invadindo a alma, truque de luz que somente o amor transforma e emana. O horizonte traz paz e conforme a dança do tempo, vamos nos encontrando no ar, por aí, para ser feliz.

Vanize Claussen 
05/07/2013

VIDA

Vida mutante trabalhadora fiel, nem plástico, nem carne podem detê-la a continuar em frente saboreando as paisagens, iluminando os horizontes. Vida sob vida, indo a frente repentinamente em mutações constantes, delirantes desejos de encontrar aquilo que não vê. Intangível destino! Vida passageira em nós, vida que retira os nós. Vida ligeira, Vida retina, que desata só seu caminho intrigante de sabores inexplicáveis! Ah! A vida!!!!
Vanize Claussen  
26/07/2013

AMOR INVERNAL

Invernar seria intenso caso fosse dentro, por que do ato ao tormento não há inverno maior que a falta de um amor. Tanto frio, tanta vida, muitos espaços, pedaços distorcidos, esquecidos no coração que não soube amar, mas que tentou em sua formação, achar o caminho, andar com temperança e na aliança formar o calor da lareira que aquece o inverno da alma. Ah!Amor invernal! Vem me aquecer aqui neste dia cheio de luz!

Vanize Claussen   25/07/2013

HABITANTE EM MIM

Não pertenço a este mundo, sou eterna viajante do colo de Deus, passeante do amor, agradeço a fina flor das luzes tardias, porém perfeitas emanações coloridas de paz. Flutuo além matéria deixando-me, apenas, elementando ao som das ondas do mar batendo, a sensação equivocada de tantas frustações que tive na vida... Deixo-as, nas águas salgadas e sigo em frente num pupular de frenesi, estamparia de saudações ao Deus habitante em cada um, ao Deus habitante em mim.
Vanize Claussen 19/07/2013

VIDA NATURAL

A velocidade da vida  perpassa meu ser entoando cantares, de pássaros, de vento. A água limpa-me e me veste de saúde de sua música brilhante. É tudo cor e perfume, luz e sabor, onde estar é passagem de um vagar distante em outra dimensão. Aqui a fulgaz etapa corpórea e lá, em outros mundos, o vagar aquecido da procura arrojada de mais e mais cores. Os limites dos terráqueos entontece a alma infinita e perturba a prazerosa essência. Muitos estão a deriva numa busca desenfreada de posses, porém, o mais belo desfrute está na natureza onde se instala perfeita a nos envolver, nos afagar e jamais reclama sua devastação. Quando os humanos distraídos vão perceber isto?
Vanize Claussen
05/03/2013

MINHA PACIÊNCIA

Minha paciência tem sete dias, sete meses, sete anos, sete vidas...
Minha paciência SETE esgotou no Strike dos sete meses.
Ah tempo sete em mim! Derrama o oito em seguida na presença do amor daquele que é a verdade e a vida.
Então, depois disso, clareia os passos passados e novos passos caminhos para o amor não passar em sete tempos, minutos de vida!
E que meu coração sete se acerte com  o oito na construção interrompida da criação sete mundo.
Minha paciência tem sete tempos, sete vidas de esperança, de aliança e de eternizar o amor.
Ah! Sete tempo flor em mim!... Vanize Claussen
05/07/2013