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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

PULSAR

O estado de entrega
não funciona,
é preciso uma conotação de imagem,
uma fórmula secreta,
que chame, abrace
e transcorra em meu ventre-alma,
e faça-me sentir
MULHER DE ESTRELAS
e toque-me dentro,
em minha fonte-alma de luz.
Quero ser brisa,
deixar-me tocar
na ardência do coração,
que ama e ama.
Ah! Sentido de êxtase!
Ah! Doce selvagem-mulher em mim!
Balança-me de cores,
nas flores do jardim,
faz-me soltar o pé do lugar
prá viajar além daqui
e ir na busca de encontrar,
além do véu, além mar,
achar vaidades simplificadas,
além das planícies, planaltos.
Forjar a busca incessante
Que a alma não deixa parar.
Ah! ALMA VIAJANTE DE LUZ
que existe em mim,
embala-me em teu pulsar!

Vanize Claussen
 06/11/2012

PALAVRAS

Leve,
Pesado,
Discreto,
Decente,
Indecente,
Total,
Final,
Início,
Completo,
Complemento,
Descendo,
Subindo,
Riscando,
Surtando,
Voltando,
Sublimando,
Ecoando,
Dentro,
Fora,
somente,
agora:
palavras.  

Vanize Claussen 

18/05/2012

PENSAMENTO

PENSAMENTO
Quero alçar voo da imaginação, onde não existem segredos, onde formas são apenas imagens. E ali, neste ponto, onde paisagem confunde-se com sentimento, quero confortar e relaxar... lugar sem medo, sem roubo, sem constrangimento, lugar de querer ficar o pensamento.

21/07/2012 Vanize Claussen

PERCEPÇÃO

Que eu encontre em você, mesmo na distância, na epiderme de alma, as linhas deste poema. E quando me fala em ‘calma’ que seja arrebatador o pulsar do gozo, que anestesia meu corpo. Que seja leve o sopro no sonho da vida, mas que intenso fique em nossa percepção.
Vanize Claussen

OLHAR DO SILÊNCIO

Neste olhar lacrimoso de esperança, Brota a flor calma de gotas Envolvendo o pensamento: Produz o som do silêncio (macio), Que cai sobre a terra Lavando a poeira. Acima, Dentre ramos do azul-céu, Brancos carneirinhos vêm em busca do amor Querendo descobrir a forma da dor. A relva, quase sem brilho, Tornou-se nítida de luz. Esta noite os grilos Rimam canções coloridas, Os cavalos adormecem com a terra, As corujas olham Compassadamente as o tempo, Os pássaros da noite sobrevoam o céu; Todos os animais têm aspecto exterior. E eu aqui, A chorar com a chuva Que me leva profundamente Nas suas águas de verão. Deito-me abaixo dela, Deixo-a bater em mim Com seu jeito calmo de soltar Suas pétalas d’água. Adormeço com o sonho Que leva-me novamente A ver esta cortina transparente. Sob um grito acordo meu pensar... Mas, que desta chuva Nunca me esquecerei, Pois floresce de repente No coração da gente
Vanize Claussen ( dedicada aos dias em que teu olhar derrama o suor do tempo)

ACONCHEGO

Sou romântica e discreta E só me abro como flor A quem se abrir para mim. Creio na eternidade E me suporto sem enganos, Pois a vida se compreende Sempre que houver amor. No aconchego do seu carinho Encontro-me com cheiro de rosa (perfumada com teu amor). Observo o teu corpo, Mas quero tudo em você. A matéria é o mínimo Que podemos obter um do outro. Para além existe a alma Que dá sentido a tudo. E sentir o tudo é maravilhoso! Compreendemos assim Que somos tão pequenos Diante de um universo infinito De um Deus onipotente. Somos força que nunca pode Parar de vibrar, Pois o sentimento Torna toda vida bela. Somos uma janela Aberta ao mundo.
Vanize Claussen

Vídeo sobre o livro ETERNO OLHAR

AMOR

Pétalas de rosas vermelhas, muitas... óleos aromatizantes, velas aromatizadas, um vinho tinto seco e duas taças lindas...refletindo as luzes cálidas das velas e um tom amarelado refletindo as paredes onde as sombras estão balançando e iluminando o quarto. Ah! Esse amor que não chega!
Vanize Claussen

O BALLET DA ESPERA

Dançando conforme a música vou esticando minha alma de horizonte de espera, inicialmente, capricho, depois certeza de não haver nada igual ao cantante ser dançante em mim. É o ballet do amor que estala, crepita, foguenta minha vontade de ser amada, como criança acariciada e de beijos acalentada. Oh, doce fortuita vontade de estar apaixonada de brisa! De fulgurar as entranhas da cor, onde sopra os anseios mais puros e se alimenta o movimento de luz! Oh, doce ballet da espera!
02/09/2012 Vanize Claussen

MINHA TIA-AVÓ

Seus cabelos brancos refletem experiência, sinônimo de vida, onde a esperança, brilha grandiosa em seus olhos negros de criança em alma. Ah! Tempo sem perdão que nos incomoda com o passar da idade! Uma verdade iluminando os passos, mas em seu corpo, dissolve tranquilo,  imagem de luz. Espaço-tempo de imagens do corpo, do novo ao velho, mas carregando em si a madureza do amor e a certeza da realização na sabedoria enraizada, como árvore frondosa e antiga na idade. Ah! Esses cabelos brancos! Quanta sapiência do amor!
Vanize Claussen
5-11e12/10/2012

Dedicada a minha Tia Bega

CARÍCIAS DE LUZ

Não me importam o parágrafos, pois não são escuros, entre um e outro a força vai aumentando o amor e jamais perdemos os momentos. Eterniza-se a sensação quando existem estas pausas para cantar o coração. A saudade aperta e outro parágrafo recomeça, cheio de carícias de luz. Ninguém fica só e a essência profunda da luz nos mostra isto. Somos feitos um do outro mas ninguém é dono.

Vanize Claussen

VÁCUO

Quero ter a visão da águia, que em seu alto voo busca o ninho mais precioso. Quero estar livre de barreiras e soterrar o que incomoda minh’alma. Quero voar, libertar a emoção e viver um amor sem limites. Quero na profunda sabedoria encontrar o verdadeiro anjo do amor, que exala sinceridade e fale a mesma linguagem. Quero dormir tranquila e ao seu lado sentir pura presença, exalando luz e paz. Quero uma alma que me aqueça e em minha intimidade ser melhor. Quero cabalisticamente encontrar esta parte Separada de mim em e unir, em harmonia transcendental. E nessa busca constante, encontro e percebo: - Os anjos de cima somente nos livram. Sou grata, graciosamente feliz, por livramentos intangíveis e por curas inexplicáveis. Agradeço a verdade que aparece, Mesmo no desagrado de corroer meu coração, já amando. Agradeço pela vida, pela paz, pelo vácuo que me faz olhar além de mim.
Vanize Claussen 
18/06/12

SEMENTEIRA DE AMOR

Que me passa, que me fere, que transmuta minha pele e transforma o meu ser. Você, na distância me abraça, me pega, dorme comigo na cabeça. Não entristeça Amor, aqui estou a te esperar. Vem o vento, tempestade que arde em meu coração cansado de tanto esperar. Tua boca me fascina, o teu jeito me alucina de querer ficar. É um tempo sem resposta, mas a brisa lança seu olhar de compaixão. Sementeira de amor que vibra, acolhe meu pensamento prá lançar a ti. O momento é de explosão: cores, rimas e todas as luzes, curando nossa canção, como uma mar, que limpa idéias. São centelhas de faíscas, de surpresas a nos esperar... e a viagem tardia, porém perfeita de abraçar. Na praia sinto a sede na dança da areia a nos envolver e cantar. E o poema vai saindo, surrupiando nossos fogos e esclarecendo a vida do sabor de verdadeiramente amar.
15012/2012
Vanize Claussen

TEMPO FLUÍDICO

O tempo físico reflete movimento intenso, desde a era primitiva não se viu coisa igual, e a profunda história humana relata evolução tecnológica intensa. Onde isso vai parar, se vai parar? Minha percepção fica aguçada tentando dissolver imagens, quero restaurar do meio da natureza minha essência, que jaz em um por cento. Quero o toque colorido de noventa e nove por cento do mundo invisível ao físico. Assim posso sentir, apesar de na matéria, o sentido de estar aqui. Ah, esse tempo fluídico! Contato sem igual da verdadeira forma que vai além do que vemos aqui.
Vanize Claussen 20/10/2012

TOQUE COLORIDO

Meus sentidos afloram, fazem derramar, dissolvendo nuvens densas, trazendo paz. Como Caminhante em busca de uma certeza, prostro-me olhando, e, ao redor, quanta beleza! A claridade e o calor do sol, vão trazendo do sabor de rosas e entornando cheiro de pêssegos. Na transparência do abraço, recebo o que o destino traçou, o toque colorido, a mágica do amor.
Vanize Claussen  15/10/2012

Ah! O amor!!!!

O que seria do amor se não fossem os incríveis altos....baixos que acontecem dentro em nós? É preciso não ser morno, mas viver o que o amor propõe...
Muitos e muitos ainda estão na busca do encontro, mas verdadeiramente o AMOR está dentro de nós.
Pode-se perceber que o outro nos ama, mas só podemos entender o amor que sentimos, pois o lado de lá é uma metáfora.
Se pudéssemos estar no coração do outro a ouvir, talvez a melodia fosse perfeita aos nossos ouvidos.
Ah! O Amor! Esse viajante misterioso do coração a embalar como canção a vida em nossos corpos tão mortais!

Vanize Claussen

VIDA

Respirando tempo, luta, força, lamento, triturando espaço, cansaço, tormento de um vagar impune de vida querendo viver.
16/12/2012
Vanize Claussen

COLHEITA DE AMOR

Está chegando o tempo, tempo de colher, recolher, recolhimento do ser numa forma de amar, sem limites dizer, initerruptamente estar conjugando o amor de estrelas, de brisa e luz. Ah! Tempo de espera! Restaura em cada dia todas as flores de minha alma, fortalecendo, intuindo e dissolvendo o fel. Traga mel em cada pensamento, em cada palavra, transforma o coração em favo e perfuma com cheiro doce nossa estrada e caminhada a dois! Fortalece os sentidos de verdade latente e emite sobre nós a transparência de viver, de amar e colher, na breve certeza de presente, de presença.
15/12/2012
Vanize Claussen

TEMPO DE ESPERAR

Quero a certeza do seu abraço me apertando a alma no carinho espantoso de ficar, onde só luzes e cores se entornarão ao nosso redor, cantando vida e paz. Mas a única certeza que me resta é a gota do esperar... e no relógio do tempo, numa fração de segundos seu insight pode acontecer. Quando realmente se abrir e vier cantar nosso amor, viveremos a paz da alma unidos num som uníssono. Ah! Tempo de espera lancinante, Descortinando minha alma de amor! quero estar contigo agora, saboreando seu calor, dissolvendo-me em sua pele, massageando nossas almas da verdade de estar. - Vem Meu Bem, me buscar!
06/01/2013 Vanize Claussen

MEU BEM

Vem me buscar Meu amor, Meu Bem, por que a vida é breve lampejo de  alma! Se as curvas do tempo não puderem romper teu desejo de estar, que posso fazer ou dizer? O amor é navegante discreto e nos corações pousa. Se tua vontade existe, basta apenas dizer. Oh! Amado meu! Não aquiete teu amor, abre as asas, vem voar e sentir o meu calor! Esperando estou nesta nau em calmaria de não ver para não sofrer. Se ainda existe amor, vem brincar comigo de flor e amadurecer nossas frutas na verdade de estarmos juntos. Aguardo o tempo, sem sofrimento e o que tiver de ser, acontecerá. Receba os beijos da minha alma na buscança de te amar. O receio já se foi por que não podemos perder o que o destino traçou. Espero do tempo a madureza do amor em nós, em nossa vida. Vem me buscar, vem me trazer, Meu Bem, Meu amado... na alegria de viver sem medo de encontrar!
15/12/2012
Vanize Claussen

CILADA DE AMOR

O silêncio rompido, o amor engajado nesse templo vivo de sabores de tudo. E lá fora os pássaros anunciam o amanhecer! Não importa o dinheiro, nem suas vergonhas, mas o canto silencioso de seu coração. E lá, Onde não existe sociedade, Talvez, nesse ponto, O amor desabroche límpido. Por que esconder Nesta imagem social A certeza de querer ficar? Motivos, tantos motivos... Encontramos sabotando o amor! Talvez um medo, tão grande receio de falar e sentir a felicidade! Cilada de amor, que envolveu, tocou, tentou meu coração e não foi só tesão. Sensação absorta, tentativa inexata, formação incompleta, que rompeu minha alma. Quantos anos de espera! E no exato instante, um rompante incontido de sentimento amassagado, sofrido, doído de uma vida na emoção partida de nós dois. Ah! Impotente sensação de amar, diante da imagem de uma sociedade falida e morna!
Vanize Claussen  14/12/2012

TÊMPERO

Tempero com alma numa grama de marcas atônitas, na quimera de um abraço. Foco pautado nas flores do tempo, que vai rápido, como se os minutos, cravados na vida, se dissolvessem num estalar de dedos e pudessem extinguir capítulos passados, parados. Mas a dor, ainda latente, permanece, não esvanece e procura a certeza na incerteza de existir. Imagens renascem e formam potes de loucura de amor, onde, em instante de prazer, o corpo tranquiliza-se e viaja, navegando o mar do subconsciente, experimentando, assim, a certeza expressiva da vida real. 25/07/2012
Vanize Claussen


TEMPORAL

O dia amanheceu nublado com inquietações assombrando a mente, coisas de não querer ficar. Ir embora seria menos frustrante que simplesmente ouvir o gosto do que não se quer. Palavras voadoras, feito esfinge, quantas vezes, quantos anos... Igual agulha que penetra a pele dolorindo-a. Poderia ser diferente, mas a marcha foi engatada  e não se sai do lugar. Ainda existe tempo? Não sei... O espaço apertado dentro em si, desata a chorar os erros e o que não se fez. Agora é momento de esperar. Vanize Claussen 8/7/12

PRESENTE DE ALMA

Minha alma, que antes enrrustecida de amor pisado, se desafoga, desata, desapega, desprende e solta, caminha, na certeza do encontro de alma. É o pulsar da vida, do criador, dissolvendo o imprevisto da história sem um fim. Ah! Tempo! Quanto espaço, pedaço de lamento, não devia existir! Mas tudo é parte que faz parte de uma enorme parte, que transmuta, desconecta, desobriga e se aquieta, para caminhar silenciosa, esperando as rosas que lhe foram prometidas.  Delícia de tempo do encontro! Formação do encanto Que passageiro continua, Presente de alma.
13/11/2012 – Vanize Claussen