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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

MARÉ

Percebo, num pulsar,
as mazelas sem solução.
Como uma nuvem, a passear dentro, da mente e coração, lá vai o dinheiro, deixando para traz, novamente,  O AMOR.
O espetáculo que vejo,
faz-me divagar dentro, onde ninguém pode espreitar, e lá, no profundo sono da alma, careço entender motivos, das intangíveis sentenças a que passamos aqui.
São movimentos,
leves medidas, torcidas pra dentro, como embutidas na relação: Matéria X Alma. O que fazer então?
O tempo é de vida,
de viver e ver, na claridade da alma, acontecer o motivo, que não financeiro, mas de amor inteiro.

QUERER

Nem muito sã,
nem muito solta, porém passeando pela vida querendo sentir e doar amor. Sou assim... curativo de mim. Por que não posso estar em ti se não quiseres... só posso te pousar quando puderes... Estou ainda em pleno voo... e quando houver uma permissão, estarei pousando. E, nesse exato momento vou pousar em meus sonhos... dormindo, vou indo. E quando tiveres aquele tempo bonito, bendito para o encontro direito, perfeito... chama-me e ama-me como tua mais bela flor Pilota-me inteira, por favor! Coloca-me em teus braços, afaga-me a alma e me acalma.

ATO INSANO

Observo o céu,
as estrelas brilham, irradiam a mais perfeita beleza... Hoje sinto que a tempestade, apesar das divagações, se esvai devagar, dissolvendo as incertezas, trazendo defesas dentro e fora. Apenas observo o tempo passando e a imaginação crescendo. O controle não é meu, mas da vida que percorre e dita para ir em frente. Se os passos indecisos não conseguem enxergar, que posso fazer? São pedaços de alma, que diante de grande período, esperou com calma. Talvez o tempo mostre, que não era bem o que pensava, que a estranha temperatura, que em mim ditava, era apenas contigo. Mas se a insegura certeza, te leva ao longe, com certeza resposta ao tempo de amor estranho, sem tempo de amar, que me deixei ficar... Que poso fazer, a não ser, esperar o tempo mudar? AH! Minha vida, quase perdida, por um ato insano, de esperar por uma pequena atitude, não feita,

ESQUECIMENTO, TALVEZ

Quisera acreditar nas mais lindas intenções, mas o tempo mostra a verdade, de limitações de tua alma, que não sabe cantar a pedra, ir a frente ou voltar. Ah! Quisera acreditar nas doces palavras ditas, talvez benditas, não sei, cantadas em meu ouvido! Palavras apenas mornas, levadas ao vento, pelo esquecimento... Que fascínio de voz, cantante de amor, nebulosa na farsa da própria vida vendida. Ah! Como seria bom acreditar no que senti dentro de ti! Mas a falta de atitude, a falta de certeza, a falta de clareza, mostram bem seu ser carnal, se defendendo de algo, que simplesmente criou... O laço do amor pode durar para sempre, mas a espera bendita,

LUZ DA ALMA

Minha posição cantante me excita de luz, solto faísca nas parcelas, indiscretas em seus tecidos, foscos pastéis de ver a vida! Ah! Extasiante destino que desatina um nó de impensada sedução! Um tempo perdido de achados extensos em nebulosas visões de estar, por dentro, atenta. Incendeia-me vê-la tão indiscreta pelas cortinas, como se a paisagem em faiscante desejo, soltasse fagulhas de sinais tão distantes! solto-me ao teu encontro, mas presa estou, sem poder tocar-te, ao menos. Então, enquanto visto-me, você se despe à minha frente, cantarolando anseio de prazer num flutuante enérgico gozo. Ah! Como queria dar-te tudo, como queria dar-te este prazer, pequena radiante luz invasora: minha ALMA!!!
Vanize Claussen  19/01/2014


PASSAGEM DE AMOR

O horizonte está aberto, no céu azul cristal nuvens traçam o mais belo delineado. Consigo expandir essência, relaxar por dentro, numa soltura de ser feliz. O caminhar diz tempo e o farfalhar da terra, abaixo de meus pés, dentro do tênis de caminhada, movimenta-me, por dentro... A ALMA, já exposta, relembra anseios e sintonias felizes. transporto-me e assim sinto extremo encanto na vida, breve passagem de amor!
Vanize Claussen 11/01/2014

TRAÇOS DA VIDA

Já vivi muitos traços, já sofri muitas cores, naveguei em amores e desatei muitos nós. Já perdi a cabeça, falei coisas sem pensar, já desentulhei muito espaço e cada pedaço um cansaço. Já entornei o caldo e desembrulhei presentes, contentei-me de letras e,  as vezes um livro. Já estive em muitos lugares, mares e marés, desemboquei em verdades que cada um de nós tem, e cada um tem a sua. Já percebi estranheza na fala, e a vergonha no ato, a certeza do fato e o instrumento de paz. Já colori o coração de um espetáculo natural, já nasci e deixei nascer, experimentando ser filha, experimentando ser mãe, aqui. E foi fácil e não foi, muitas coisas que aprendi. Hoje continuo aprendendo na certeza de encontrar em meu ETERNO OLHAR, a visão da infinitude do amor. Que exista a paciência nesta alma aprendiz, e que eu possa resgatar tudo aquilo que de mal fiz. O tempo é passageiro insano, poeta de mil cores, transforma-se em delírio para quem o vê passar; que me traga a certeza da pureza interior em todos que vejo em tudo que toco e, assim m…

ESTACAO

Colore-me de teu amor e dita-me o caminho! Sou de barro, de vento, de luz... Produz nas peças de meu quebra-cabeça, a certeza, a confiança, a paz. Invade-me de amor e transforma-me, metamorfoseando-me de alegrias infinitas, intensas verdades, da visão da águia. Solto-me ao teu encontro e passageira vou ao teu chamado, invadida de estação.
Vanize Claussen
01/01/2014