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Mostrando postagens de Setembro, 2018

A PRATELEIRA

Momentaneamente  observo... percebo nas inscrições, sadias fontes de essência. Cada olhar, uma alma. Cada vagão, uma multidão apertada. As estreitas passadas, rotas, rumo a labuta, vão enrubescendo, entortando os sabores da alma livre. Mas, na razão do amor, uma conexão de labores interiores. Os pedaços, as mãos, a cabeça, o aconchego do filho, que no encharque da vida, incendeia o coração de paz. O esfuminho, ainda que esticando a cor, vai trazendo novidades, vai mostrando tonalidades, onde o encontro, navegante inquieto, emociona os corações. A criação arremetendo, na luz dos estilhaços, o afeto encontrado. Na divagação, ainda inconstante, o nevoeiro vai saindo e a centelha divina, antes perdida, se torna plena como um cristal. Na prateleira, apenas sorrisos e gratidão.
Vanize Claussen 20/09/2018


PASSAGEIROS

As cores, inebriadas solturas, de luz incandescente, realinham, no mar de idéias,  o caminho veloz. Vermelhando na estação  do tempo, imagino estrelas num brilhante cristal, dissolvendo e clareando. Os passageiros azuis, iluminados de etéreas verdades, vão soltando  os tijolos imaginários. No movimento, as canções amareladas, deslizam  notas musicais, na altura  dos ouvidos infantis. E dentro do túnel, branco de neve, vou levantando vento. E as folhas alaranjadas, remoídas num redomoinho, vão espalhando paz. O outono, esverdeando saliências, transmite seu jeito primaveril incandescente. A água, entorna tudo, e a areia da praia, recolhe os despejos floreados pela humana idade, na existência dos corais mais antigos. Somos os passageiros de todas as cores, que navegamos no voo da vida colorida.
Vanize Claussen 14/09/2018