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Mostrando postagens de Setembro, 2015

DESPOSSUÍDOS

Os despossuídos de luz buscam em meros atos, o nada. A imagem se cria... O poeta acende a luz, traz imagem de gratidão, que força os Despossuídos, a verem, na magia das palavras estreitos laços de fitas enfeitando aquele tom, iluminando o rosto mosto daquela mulher menina que entoou amigos na cachaça discreta da vida e no tom, autêntico vinho, da luta pela vontade de viver, e pela mãe natureza. A força é tudo isso, a raiz que brota, invade atentando, barulhos discretos, latidos, cidade, noite,  sons diversos, alaridos. Somos esse verso, essa palavra, esse absurdo aos olhos  dos despossuídos. Só risos e lágrimas, vertidos aos que não alcançam o trem das flores musicais.
Vanize Claussen 24/09/2015

LIÇÕES/ TALVEZ

Burburinho, 
Total espaço,  Conversa,  Fora?  Lições de vida,  Talvez,  Concerto,  Conserto,  De histórias,  Músicas,  Vida.  Bendita espera,  Fraterna  Do amor,  Ainda não.  Breve espanto,  Presença,  Acontecimento,  Unicamente,  Diferente,  Total.  Ouvi,  Racha , Despacha,  A pipa,  Solta,  Boa,. Então,  Concentração,  Hibernação,  No bar, Cantante,  Vozes.  A porta aberta,  Espera,  Que não cessa, Caminho,  Caminha,  A Cuba molha,  Olha,  Estrada aberta,  Deserta,  Carros.  Você chegando  Aqui.

Vanize Claussen 
11/9/2015

APENAS ROSA

Nos escabelos do linho, vinho, entoação de alegria, folia de cor. Nas promessas descabidas de teu amor, apenas passarinho em revoada. Indo adiante, vou cantante todos os dias, e a vida abrindo soltando o rolo distraindo, musicando, cantarolando a dança desse caminho, sem volta. Desentupi o coração, desarrolhei as portas, escancarei as janelas  abri tudo, parti. Agora, enlaçar-me-ei, apenas, brisa. Estarei, apenas, vento. O tormento revoou, o encanto da vida voltou. Novamente vejo a cor de meus olhos, porque a dor, apenas rosa que me plantou. Exalo sorrisos, levezas, solturas e amor. Sou apenas uma flor.
Vanize Claussen 8/9/2015

INTACTA HORA

Nos escabelos do peito, arminho, digno e lânguido pulsar que das entranhas de alma lembram teu beijo. O tormento, lamento que trouxe, invade-me de gotículas limpas, agora. Embora a criança, batendo em seu peito, chore, nenhum lamento é maior, estado descrente de dizer-me apaixonado. Na procura, o encontro e do pranto limpo, o sussurro de meus olhos inquietos, sorrisos de luz, lábios certos a me procurar. Cantante destino, invade-me, arde e faz vibrar a vida, cada vez mais forte, cada dia mais revoada de antenas brilhantes chegando em mim, entrando, invadindo e entoando música nessa pequena, que de tanto,  errante, acerta-se dentro, realça agora. Sem demora, resplendor, ação  de enigmáticas cores queimando, o negro perfume que me deixou. Solvência, descaso, falta de um traço, rompimento agora, intacta hora, estigma findado por ser destroços, amor que não vingou, espera incoerente, demente de acarinhamento, sem entoar: Fora! Vá com o vento, embora agora! Não mais, quero, nem pensamento, com escremento de visão insana profana incongruente de persona es…

DESUMANIDADE

As marcas deixadas,  Dentro da revoada de brisa,  História que vai, que fica,
Na correria de crianças, Explosão...  Somente lembrança, 
De uma tormenta, Onde a escafandria,
Civilizatório consome,  Descartável,  A infância. Alimentação, atualidade, Infeliz inferno de verdade,  Consumo de letras,  Robôs enfeitiçados,
Alimentação deformada,  Humanos, transmutação.
Arredio tempo,  Dissolvendo estigma,  Trovas mutação, Cromossomos deformados,  In-humanidade,
Deseducação.
Vanize Claussen 
9/9/2015



PARA AS AMIGAS MULHERES DO MUNDO.

Para mulheres: solteiras, solteiro; casadas, marido; mães, filhos; livres, viagem; inteiras, livros; fracas, vitamina; fortes, cerveja; alegres, vinho; intelectuais, poemas; faceiras, vestido; amantes, objeto; errantes, saudade... Para todas a mulheres, TEMPO: Tempo de vestir, de cantar, de sorrir, de escrever, ler e soltar; de brincar, correr, mergulhar e viajar. Para cada uma delas, ESPAÇO: de ver, sentir, amar... Para elas, assim como para mim, MULHER, o toque infinito de DEUS.
Vanize Claussen
7/9/2015

COMO SINTO SAUDADE!

Sinto saudade de casa, da casa de minha avó, onde brincadeiras eram intensas, as comidas exalavam carinho, a fartura de amor, dentro da alma. Infância que não se esquece, paraíso que guardamos dentro de experiências, as mais íntimas da alma. Ah! Como sinto saudade! Minha avó fazendo doces, meu avô contando histórias e das incertezas infantis que hoje só vejo chorar. Era um tempo de alegrias, apesar dos choros: de um corte no dedo ou de um joelho ralado. Quando lembro da minha infância, sinto paz, alegrias, saudades, de um tempo diferente: das brincadeiras de pique, dos banhos de rio no verão, das comidinhas feitas num fogão improvisado no quintal, dos ovos pegos no galinheiro de meu avô. Quanta curiosidade! Lembro também das árvores frutíferas. subíamos nelas a pegar: laranjas, araçás, jabuticabas, amoras. "Vou contar pro seu pai que você namora". Ah! E a brincadeira de feira no quintal da vovó! Vendíamos frutas, num tablado de feira do meu avô. Quanta alegria ficou na memória, alegrias de uma saudade atrás. Quant…

DESUMANIDADE/ OBSERVAÇÕES

O nosso tempo está ficando cada vez mais difícil. A crise mundial que está sobre a humanidade se chama desumanidade,  se chama falta de solidariedade,  se chama impunidade. Cai sobre os humanos a degeneração e desgraça da própria raça aliada à ignorância da atualidade. 
Inventou-se as caixas de fósforo para moradias,  mas tem gente que dorme no chão batido de terra,  temos hoje a tecnologia e muitos ainda não tem acesso. 
A frieza das bolsas de valores mundiais invadem as casas sorrateiramente,  dissolvendo de muitos a esperança. 
O ser humano trafica e é  traficado atualmente.  Milhares de pessoas somem e não sabemos se foram sequestradas,  traficadas ou mortas por motivos que se vão de dívida até mesmo por não serem o esperado para uma compra.  No passado a humanidade escravizava,  hoje é escrava de uma sociedade financeira.  Nasci num ano de revolução e vejo que a revolução silenciosa se instala gradativamente para a hecatombe mundial.  A humanidade e seus mandantes silenciosos vão cor…

TRAMELAS ABERTAS

O anseio transformou-se, brisa gelada... até os abacates observam, verdrificados, estonteantes de sabor. O toque leve, mão intensas, derrubaram a certeza, não mais,  jamais vista. As consoantes, constantes, discretas, arrepiando o cangote, das entranhas amaciadas, de verão. Tramelas abertas, fechadas de paixão, enlutadas  do breve amor. Passageira, vida inquieta, renovando os cantares, dissolvendo retaliações, restaurando, coração gelado, fogo. Ardendo em si, tropegando vento, fulgurando espada, luta insana, profana, escada, subida, aprendizado. Ah! Matreiro olhar, traz de volta, aconchego, crepitando, dentro, passeando aqui, experimento, humanidade, contato, corpo & alma. Pacifica-me, retrata-me, de amor, de amar, rosa.
Vanize Claussen 03/09/2015


TUDO PERFEITO

A brisa exala, discreto perfume, rosas. São sementes caídas da chuva, a prata, densa certeza, de continuar, viver. Os copos, leite, dois corpos, sentados, frente a frente, olhar. Cortina aberta, claridade, verdade explícita, desejo, voar. A paisagem, mar, ondas quebrando, na areia caracol, conchas e revoada, gaivotas. O brilho intenso, poente, alaranjado, gigante. Tudo perfeito, relaxamento, paz.
Vanize Claussen 2/09/2015