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Mostrando postagens de Agosto, 2015

INTENÇÃO

Aquece-me, transborda em mim, essência. Satisfaz-me, de sabor, calor de vida. Contenta-me, de verdades, saudade. Envolve-me, com teu corpo, tua luz. Solta-me, inteiramente, leveza. Encanta-me, de liberdade, delicadezas. Retrata-me, na tua fotografia, encanto. Soletra-me, nas incertezas, iluminação. Exala-me, de olhares, intensidade. Vagueia-me, de luar, viagem. Transborda-me, na fortaleza, caminhada. Agarra-me, de estrada, intenção...       ação...   doação...         ção...           ão...
Vanize Claussen 31/08/2015




DESFILANDO

No trôpego pulsar, a esquina desafoga, mágoas, além... Não desatina ainda, perdão, ressurreição. A fervura, ainda quente, aquece vontade, apenas ir. Nas tramelas  da porteira, abrindo canção, pegadas. As estradas, abertas; o coração, arredio. O frio interno, passando, fugindo, nas linhas costuradas, internas da pele, macerada, castigada. Agora, abrir o olhar, novamente, à frente ir, sem fugir, apenas passar desfilando por aqui.
Vanize Claussen 30/08/2015


SAUDADE

O assovio interior, no ouvido, desata os nós, desfaz os impedimentos, realiza a certeza. O tempo brilhante do sol, adentra dia, vagueando notório de muitas alegrias. Apesar da cabeça, ainda pesada, vai saindo sorrateira, a semente, latente em seu útero. São pensamentos, movimentos de cores, além da imaginação, que aquecem alma, esquecem lamento, soltam-se no momento, aqui. Nessas linhas escritas de arroxeado amarelado, vai saindo tempestade, vai idade, vai tudo, fica apenas criança, lembrança da infância,  na memória presente. Saudade.
Vanize Claussen 30/08/2015




VIAGEM

A interna sedução, despenteia a vida,  revigora a alma, desalenta tempo, entontece de formas, essência. E o caminhante vai, descarrilhando a certeza, estar em um qualquer lugar: no vagão de algum trem, ou na imensidão do barco, ao mar. Sua rima se perdeu, pelas pegadas sobre o tempo, se esvaiu em velocidade, com a idade. O viajante caminha, corre sobre nevoeiros, passarei-a sob o capim, dissolve o fundo do mar, mergulha. Na penumbra, olhos mágicos, visão de fogo, luz incandescente, mente abre. A fuga instantânea, ilimitada certeza, corrida infinita, nas águas da vida. Espera! Lá vem o trem! Salta o andarilho de dentro das águas, olha ao redor, percebe a luz. ILUMINAÇÃO.
Vanize Claussen 30/08/2015


SOLFEJO

Troco-me, desato os nós, os cabelos. Absorvo brisa, despenteio-me,  inteira, alegria. Elevo-me, descrevo-me,  observo as águas lavando minha alma. Já não aqueço, esfrio, acalorando, apenas dentro. Os folguedos, embora discretos, acontecem, nesta alma andarilha de visões. Solfejo, abro a comporta, grito e cartase-o, aquele sentimento chamado amor. Amo e declino-me, infinitas elucubrações, quase à comporta, existir... Soterro a lua, divagações sutis, abro a claridade, já é dia, ACORDA! 
Vanize Claussen 30/08/2015

PAZ

Soluções inteiras, solteiras, discretas, ao léu.. O papel amassado, cartas queimadas, jogadas ao chão. Na cama, apenas espaço, largada do braço, alheio, cantante de música, o corpo espalhado, relaxamento. Chega de bagagens! Absurdas imagens, de corpos ingratos em suas almas infelizes. CHEGA! Agora o tempo chegou, PAZ. O horizonte chama, o sentido, ir além de pequenezas. Virando a mesa, soltando as cores, revoando as letras, numa canção intensa. O coração, flor do amor, agradecido á tudo, à todos e momentos, seguindo em frente, indo além do último declínio. A montanha obscura, para trás. O sentido é presença, ser presente, estar aqui,  viva. Soltando amarras, caminhando além, navegando o auge, comunicando esperança, criança. A alegria intacta, certeza de continuar, os sonhos,  servidos na bandeja, seguindo, acontecendo. As maletas de integrações inquietantes, noutra alma, amar, dissolvidas em átomos, ao céu das cores, para além dessa existência. O amor humanitário, chegando, fluindo, dentro navegando, tranquilidade.
Vanize Claussen 29/08/2015


BRISA DE AMOR

A simplicidade acontece, entontece, disfarça a pele que jaz cravada em si mesma. A atenção desaparece, e dissolvida vai, cantante ao nada, além da observação alheia. Os passos inquietos, cessaram, sumiram, caminharam pra algum lugar, à deriva, não mais. A floresta assobia o sopro, vida, pertinente exala dentro, alma andarilha vem, olha e vai. As centelhas infinitas, célula-DEUS, entopem o caminho, desentopem a alma. O coração arredio, recebe o vento-luz, transformação, mudança, satisfação de criança. São passageiras todas as formas, mas exalam o perfume das rosas. Então, no elemento cortante, língua, desfaz-se o corte, refaz-se, brisa e paz. E na memória da imagem, mais densa, renova-se o brilho, retrata-se a vida, cura-se, alma, desfaz-se o medo. Os trilhos se vão, ficam atrás, em algum lugar. Agora a jornada é quente brisa de amor, iluminação.
Vanize Claussen 29/08/2015

HUMANIDADE

O toque,
discreto,
irradia luz...
a centelha divina,
ainda latente,
corpo,
paz.
O dia,
nublado,
sorri faceiro,
apesar de esquinas,
pecados,
corriqueiros.
A natureza,
humana,
declamando versos,
trabalho.
O ímpeto,
ainda vivo,
dizendo formas,
na corrida,
vida.
Alento,
lento,
vindo,
tranquilidade.
Distanciamento,
realidade,
sonhos internos, 
inteiros,
fervilhando,
aquecendo,
relaxamento.
As flores,
abrindo,
fugindo,
vindo.
Abelhas,
pólen,
voando ali,
aqui.
HUMANIDADE.


Vanize Claussen 28/08/2015




QUANDO O SINO TOCA

Quando o sino toca, despertando, ouvidos internos, vai soltando, desfazendo, dissolvendo e renovando. Quando o sino toca, decresce, aquece a porta, dentro, elemento luz, seduz, reluz a flor, coração. Quando o sino toca, solta vento, descontrai, eleva e leva embora, afora aflora, embarcação de asas. Quando o sino toca, intensidade, verdade expandida, compressão ação, solução quando o sino toca. Ah! Quando o sino toca! Taca, toca, tico, taco, bola dentro agora, rebola, embola extrapola e vai. Vai seguindo, a bola rola, e novamente o sino cai.
Vanize Claussen 28/08/2015

ASCENÇÃO

Navegando, entre os abrolhos  e ventos, sorrateiramente observo, tempo... Na distância do abraço, apenas mudo, calado, acalento nostalgia. E no vagar das escadas sublimes de céu, sobrevoo alpendres de flores quentes, onde dia e noite, são apenas tramelas de eternidade. Nem surpresas, nem verdades, nem mentiras,  nem idade, dissolvem o dentro. Na caminhada ao largo das águas, experimento de leveza, realização, a paz... E alço o voo novamente olhando  o infinito. Alimento-me de luz, versos encantados vão conduzindo, espaço. Os cadeados abertos, os infortúnios, para trás. Apenas observação, fugidia, da ascensão do amor.
Vanize Claussen 28/08/2015


DESCOMPLICANDO

O calor do fogo ainda crepita, dentro.
A alma, inquieta sementeira, esquenta.
Fora, os insurgentes delírios, que ninguém vê.
Ao longe, volatinando, apenas desejo.
Perto, discreto, um som estonteante.
Acima, onde o mar despeja o céu, avelãs.
E no instante  marcado, acensão.
No amor, extensão, extração.
No ato, vagando, distração.
No universo inteiro, desacorrentando, ilusão.
Vanize Claussen 28/08/2015



Homenagem ao meu pai Nelson Corradini. SAUDADE PAI

Lembrança de criança, onde a flor de lótus era viva, intensa sementeira, numa paz infinita, apesar das pirraças. Quando a luz era cheiro de mato, pincelada de cachoeira e praia, dentro do azul das férias, sempre enormes de alegrias. Sua voz de autoridade numa singela expressão de apenas tirar o melhor para que aprender fosse apenas entendimento. Pai, apesar da minha timidez, o encanto pela tua presença, sempre forte, me auxiliava na evolução de alma. Uma força que ajudava, dentro em meias palavras a certeza de continuar, aqui. Obrigada pelo amor, pela educação recebida, pela lágrima contida, pelo carinho deixado. A Luz que me vem, também de ti vem, que foi para mim elemento de passagem para o corpo físico aqui. Carinho, respeito, amor e certeza que futuramente, quando eu partir, encontrarei novamente com tua centelha de paz. Que as cortinas, ainda fechadas, se abram para a visão do esplendor da luz que vem de ti à nós, seus filhos. Só quero dizer: OBRIGADA PAI.
Vanize Claussen 9/8/2015

RETRATO

Os ruídos expiram,  espassam, espessas nuvens  ao chão.  Os rumores esguios,  refrescam, restauram, águas claras, intactas corredeiras.  A visão humorista  propaga,  perdula, penteia inexatidão.  A clareira afoga,  refoga, retrato de uma paixão, pendente,  descrente, na ilusão latente  do olho cumprido, escorregadio de sua mão.  Um retrato perdido,  esquecido,  inconstante,  incomodado com minha leve visão.  Até breve homenzinho...  fui saindo de mansinho  dessa sua rotação. Que horas vai acordar?  Talvez eu tenha um palpite... Na hora da despedida  de sua alma gêmea aqui.  Até breve irmãozinho,  tenha certeza que além  vamos entender tudo isso, que jaz na memória discreta  dessa mulher poeta.
Vanize Claussen  08/08/2015

MODIFICAÇÕES TEMPORAIS

Tudo paralisou,
escorreu entre os dedos,
nas entranhas do coração.
Tudo modificou,
expandiu,
diminuiu,
entortou,
dissolveu em migalhas,
daquelas que transformam,
expalham,
extraem de dentro
as experiências das emoções,
entre espinhos e abrolhos,
vão desmistificando os encontros e encantos,
e apenas sobram escolhas ,
aquelas que revigoram a alma.
Sorrateiramente escuto
as dores interiores
que ninguém vê,
só a luz da vida
pode dissolver a espessura
dos registros de vivências.
A natureza exalando,
me chamando,
me querendo inteira.
Vou sobrevivendo,
sobrevoando
as diferenças que aumentam
essa distância de carinho.
Preciso recarregar a alma,
o tempo passa...
Nada acontece por acaso.
Estou à deriva,
discorrendo palavras
numa intuição de que
tudo que preciso
também precisa de mim
e está vindo em minha direção.
A solução é esperar. Vanize Claussen
08/08/2015

ALMA PASSEANTE

Das surpresas, desatados os fios, os nós,  seguindo o som, do chorinho carnavalesco, transbordando estrelas, observando botões amarelos, a vida segue boa nesse feriado completo. E, discretamente, resolvendo andores de passarinhadas lembranças... Restaurando internas, inteiramente, na vaguitude dos traços o compasso do retorno. O foco retrata  a paisagem verde que renasce dentro, nas entrelinhas pensamentais. A água observadora inquieta, continua seguindo o fluxo. Ah! Tempo ligeiro, que faz meu amor demorar! Traz para mim esse beijo que anestesia musicalmente a minha alma passeante, andante de vida!
Vanize  Claussen 15/02/2015