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Mostrando postagens de Agosto, 2018

O POEMA

Os músculos na alteração da imaginação, vão volatina-mente, estupefatos de brisa, regendo a orquestra. Os movimentos, tais como brilhantes, enevoam a imagem da fotografia, onde o começo paralisou no  voo rasante das ideias geniais. As notas musicais, agora rotas, qual partitura antiga, sobrevoam o olhar, enigmaticamente ao ar. As imagens se fundem, confundem, e momentaneamente se dirfarçam como uma pintura impressionista. O tempo, magicamente paralisado, discorre líquido pelas veias, artérias do amor. Os celulares, já não tocam. Os computadores desligaram-se. O poema tomou vida. Onde é o começo? Onde é o fim? Eletricamente e num repente, voltou a luz.
Vanize Claussen 30/08/2018


A VIDA ESTÁ EM MIM

Coloco-me a disposição, mas não esqueço quem sou. Sou um ser  livre-vento que caminha  na direção da vida,  que percorre-me. Escrevo. Nas linhas dispersas, me encontro viva. Nas linhas anteriores, estava distante do ponto. Agora vivo na sabedoria, no conhecimento e entrego-me nas saliências mentais saudáveis e volito alto, saudando quem sou e o que quero. Então, nas cortinas abertas, com música nas latas, ao som da viola, observo o ensejo distante, já não serve mais. Então dou a partida, coloco o cinto e segura vou a frente. Mensurando cada segundo a totalidade de viver bem. Gratidão ao início e ao fim, ao ala e ômega, ao claro e escuro, ao yin e yang. Gratidão ao antes,   ao durante, ao depois  de minha encubação Gestativa. sou grata pela vida e a vida está em mim. Obrigada.
Vanize Claussen 23/08/2018





REALINHAMENTO

Eu me realinho, me reescrevo, me vejo e anuncio vida, resgato-me. Descrevo-me entre linhas nas entrelinhas do amor. Sou frágil, imperfeita, assim me sinto forte. Mas faço, fiz o melhor em tudo  que toquei. Fui divinamente  planejada, encantada, estou aqui. Sou sucesso desde quando fui gerada. Saí da redoma, me vejo, inteira no espelho. Entrego o que não me pertence, recebo paz. Minha responsabilidade  está comigo. Sinto novamente os sinais. Meu eu me recebe profundamente. levemente, tranquilidade. Ouço a natureza, recebo placenta, vejo-me mulher, feminina, linda. Tenho a proteção divina, sou pura e alegre, o tudo que preciso vem ao meu encontro. Eu existo, amo-me, dependo  do amor divino. Tenho  apenas  o que necessito, nada além  do impossível. As probabilidades são grandes, pois somente,  o necessário e perfeito, para mim, vem ao meu encontro. Entrego o que não me pertence e vejo-me livre das amarras. Assim tenho vida, assim recebo vida, assim fico com o que pertence ao divino em mim.
Vanize Claussen 22/08/2018

MACERAÇÃO

Me toco de não tocá-lo, por saber da insanidade de cada um ser diferente. Está latente a lição, a construção individual, respeito lateral. A vivência, intensiva, mortifica, paralisa, mas apruma alma. Me toco para não mal ver, por saber da positividade de cada um ser o que é, em construção. Intensifico, restauro, ajeito as velas para ir além mar. Vou devagar, mas acometo dos erros que já tive, a grande tarefa, melhorar muito mais. Olho o horizonte, vejo as borbulhantes águas brilhantes que me esperam mais além. A luz incendeia minha essência macerada, traz-me paz. Sigo adiante. Os olhos captam apenas as formas, as cores, os movimentos. E depois, da passagem brusca, dos anéis desfeitos, da roupa rota lavada, só restam costuras dos pedaços soltos. Então, vejo-me descoberta, desnuda, atenta de emoções, fortalecendo, retirando cascas, entoando paz. Assim sigo, com semblante cálido, desviando do que não soma. Assim sigo o vento. Levo-me inteira para novas emoções, onde a arte, amiga íntima, envolve-me de luz, transita corações. Gratidão a tudo e ao Criador d…

GRATIDÃO

Aceito, recebo, recolho, distribuo, gratifico-me e vou assim aceitando, recebendo, recolhendo, distribuindo, gratificando-me, e tenho mais aceitação, recebimento, recolhimento, distribuição e gratificação. Assim sendo: seja receptivo(a) a aceitar, receber, recolher, distribuir e ser grato(a). |Obrigada, eu aceito, eu recebo, eu recolho, eu distribuo, eu sou grata(o).
Vanize Claussen 07/08/2018



HORIZONTE

Carrego no peito, aberto em flor, essa brisa, essa paz... O movimento, estereotipado, reluz verdade, saindo da boca do coração. Anoitecendo girasóis, vamos buscando,  estrelato. Com imensidão de centelhas  de prata vamos colorindo, aumentando, marrecacheando o universo de versos, poupando explosões. Agora o olhar, regateado de horizonte, provê caminhos numa construção, inquieta, de rosas perfumadas. Chegou a hora. A lua aponta. O brilho é intenso, gigante, ultrapassando plantios, revolve a terra e abre-se ao vento das sementes. Amanhece, o destino me encontra e o amor anuncia calmaria. Vem!  Vamos caminhar de mãos dadas até o horizonte!
Vanize Claussen 07/08/02018




AMAR AMOR

Não me derrame, não me encolha, apenas apreenda-me de papoulas vermelhas nas elucidações inquietas de amar. Aceita-me feroz ou maracujá, mas não deixe-me de cócoras a olhar entre as pernas. Não precipite, mas chega perto exalando  pelas entranhas da alma, a vibração quente do sorriso voador. Dá-me tua mão, vamos cantar! Vamos caminhar  na praça, adentrar pelo lado, volitando  como passarinhos que tocam a água, de leve, com o bico. Enebria-me, dizendo que:  chegou a hora. Mas não perca-me novamente, porque minha aquarela, já ficou rota, amassada demais. Agora preciso de paz. Olha-me dentro, diz-me fora, pinta-me de brisa, incendeia-me toda desse amor lúdico, nessa vibração direta, onde o êxtase está dentro do olhar natural. Faz-me ser apenas eu, e nas entrelinhas, ama-me como sou. Assim te quero, assim me quero, vida viva.
Vanize Claussen 06/05/2018

TRANSFORMAÇÃO

Andante, comum, dissol-vento, estrelas vagantes num universo imenso.
Somos a apropriação,
a vida.
Depois...
saímos por aí,
nalgum lugar,
cantarolando estrelas.
Então,
passagem de ar,
subindo atroz,
volitando luz.
No espaço,
descendo, subindo...
as flores exalam,
perfume de sol.
As cores se abrem
e vamos nos
transformando,
e a tela renasce
no colorido da vida.

Vanize Claussen
01/08/2018