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Mostrando postagens de Setembro, 2013

BELEZA DO AMOR.

Na vida temos dilemas a resolver, mas não devemos deixar que nada nos afaste do caminho traçado pelo amor. Muitas vezes existem semelhanças entre as pessoas e muitos podem até mesmo ter a afinidade ideal para estar ao seu lado, mas se as bagagens que traz não combinam com as suas, melhor deixar ir. E na medida que compreendemos o fato, o sofrimento fica mais leve, pois precisa acontecer a combinação em todos os níveis para que aconteça a beleza do amor. Muitas vezes somos infiéis ao nosso próprio íntimo, querendo coisas que jamais serão uma boa caminhada de vida. Muitas vezes vamos insistindo em algo profuso, difícil, sem nexo e que faz o caminho inverso a nossa busca de vida. Então, demoramos dias, meses, as vezes anos, para entender que tudo aquilo que vivemos foi por nossa opção de escolha e também para um aprendizado. E, quando atentamos à nossa saúde, percebemos que se não tivéssemos esquecido de nós, estaríamos produzindo muito mais que antes e de uma forma poderosamente saudável.…

ALTURAS DO PENSAMENTO

Sorrateiramente liberto-me... Das entranhas profundas retiro a força raiz, que de tantas gerações forjada, alimenta-me de luz. Olho-me dentro, percebo-me inteira e renascendo cada dia neste corpo passageiro, vou derretendo gelos, plantando cerejas, arrancando ervas, dissolvendo pesadelos... vou saboreando as maçãs e entornando sementes pelo caminho, Assim, cantando sempre uma nova melodia, vou de alegria em alegria soltando frutas, flores, pomares, cantares, saudades, verdades... e na livre expressão de minha alma eterna deixo-me vagar de cores nas alturas do pensamento, elemento vida em mim.
Vanize Claussen
15/09/2013

TEMPO DE ESPERAR

Quero a certeza do seu abraço me apertando a alma no carinho espantoso de ficar, onde só luzes e cores se entornarão ao nosso redor, cantando vida e paz. Mas a única certeza que me resta é a gota do esperar... e no relógio do tempo, numa fração de segundos seu insight pode acontecer. Quando realmente se abrir e vier cantar nosso amor, viveremos a paz da alma unidos num som uníssono. Ah! Tempo de espera lancinante, Descortinando minha alma de amor! quero estar contigo agora, saboreando seu calor, dissolvendo-me em sua pele, massageando nossas almas da verdade de estar. - Vem Meu Bem, me buscar!
Vanize Claussen 06/01/2013

TEMPO FLUÍDICO

O tempo físico reflete movimento intenso, desde a era primitiva não se viu coisa igual, e a profunda história humana relata evolução tecnológica intensa. Onde isso vai parar, se vai parar? Minha percepção fica aguçada tentando dissolver imagens, quero restaurar do meio da natureza minha essência, que jaz em um por cento. Quero o toque colorido de noventa e nove por cento do mundo invisível ao físico. Assim posso sentir, apesar de na matéria, o sentido de estar aqui. Ah, esse tempo fluídico! Contato sem igual da verdadeira forma que vai além do que vemos aqui.

Vanize Claussen
20/10/2012

TEMPO DE VER

Sons de guitarra, Invadindo, discordando, entre mesas, pessoas... Lugar de um piso frio, cinza, que retrata, o brilho da luz, fugidia e entontece meu ser que busca o superconsciente e sonhar com o amor. Mas a brevidade e campo, do baile que não se vê, é silêncio, ortodoxia de madeira envernizada e empoeirada, onde pelo vidro, tocamos o movimento das mesas e vozes... A água na mesa e a bebida destilada, risos soltos no ar... Instrumentos vibram notas da alma, luzes cantam a harmonia da voz. Fogo fátuo de estar paralisada entre vozes de loucos, sendo quase nada louca neste momento. Isqueiro aceso, como vela numa dança de notas musicais invadindo o ambiente, inebriado de força jovem, fulgáz delícia de um tempo que não volta.
Vanize Claussen (06/07/2012)

TEMPO DE IR EMBORA

Tempo temperando imagens, aquelas que jamais, apesar da perda de alguém, poderão ser esquecidas. É como se um irmão voasse indo ao encontro de Deus e aqui ficássemos a esperar o tempo de ir embora para  nos unirmos aos que já se foram. Acontece na alma um lamento, neste exato momento, um pesar e a imagem de não sermos eternos. A sensação apavora a alma, desagrada a vida que ainda nos percorre. Chocante estado de olhar tentando almejar o instante que já, também nós, partiremos. Doce ilusão achar eternidade na matéria! Sensação de paz a hora de ir embora!
Vanize Claussen   2/06/2013

TEMPO DE IMAGENS

Somos entontecidos de sinais, onde lixas, livros e vergonhas não podem deter o que vem do alto e no íntimo está. Ah! Que saudade da flor do amor, que desabrocha todos os dias! Quantas vezes nem percebemos! Quanta vida! A natureza nos espera... E no vagar da lida somos pesquisadores do tempo, movimento de percepção, onde o espaço é o presente, não existindo, portanto, passado ou futuro, mas o que vivemos e presenciamos. Tempo de imagens: umas que ficam, outras que vão...
Vanize Claussen
24/11/2012

GOTAS

O vidro reflete o brilho de gotas,
estilantes,
onde,
através da janela,
os olhos d’água
incendeiam a noite
de se ver, em luzes,
nos prédios em frente.
O poste,
com seu farol
reluzente,
também acenam
gotas deslumbradas
de sol,
onde o poema
distorce pra cantar
na chuva que aquece
meu pensar.
Ah! Delícia de tempo!


Vanize Claussen  12/07/12

ESPERANÇA

Na sofreguidão de um amor, apavora-me pensar, que diante de sinais, de flocos rápidos o termômetro deve acender, perceber, dissolver, aumentar... Ninguém sabe o que vai acontecer e, na sintonia de amar o vento pode trazer e levar... As páginas são viradas, apesar de sempre acontecendo, todo dia. Porém a brisa, que toca, de leve meu corpo, incendeia minha alma de prazer de amor. Quero sentir o sabor do teu beijo e nas conjunções de música, estar. Onde? Quando? No tempo preciso, acontecerá.
Vanize Claussen

06/07/2012

EXPERIMENTAR

Experimento, tempo de chuva, calor das cobertas, risos na vizinhança... Música sertaneja fora do quarto, filha no computador. Mãe enrolada nas cobertas, absorta, as vozes da televisão. Água caindo forte, carros passando na rua. No aconchego do lar, na cama, escrevo, dissolvo palavras que me vêm a mente. Chá quente ao meu lado, na mesa de cabeceira, anestesia minha vontade de experimentar estrelas neste poema.
Vanize Claussen 17/03/2012

ENCONTRO

Estrelas sopram nos meus ouvidos estalam e completam formas. Felicidade estar ouvindo você, mesmo que longe. São pequenos toques num tic-tac invadindo a alma, truque de luz que somente o amor transforma e emana. O horizonte traz paz e conforme a dança do tempo, vamos nos encontrando no ar, por aí, para ser feliz.
Vanize Claussen
05/07/2013

LAÇOS SEM NÓS

Os laços,
que antes firmes,
se encontram discretos,
como se uma névoa
estivesse escondendo
as rosas vermelhas
desse amor de alma.
Mas o tempo,
remédio de todos,
implacável
irá trazer, na essência,
o nosso destino.
E na construção
dessas paredes,
ainda caiadas,
buscamos ver
o jardim de nós
ultrapassando
os limites terrenos.
A esperança.
que antes fugidia,
se instala novamente
no olhar da flor.
E agora,
o presente restaura
o seu e o meu coração.
Ilusão, que antes,

SOU ALMA

Sou um pouco vento,
um pouco tempestade,
um pouco flor,
um pouco verdade.
E no tempo certo
sou fruta da colheita.
A água me invade a calma,
me transforma a forma
do tempo espiritual que vejo.
sinto-me invadida,
deixo-me ser translúcida,
brilhante e extasiante
na perfeição de existir
além daqui a alma.

Vanize Claussen

TEMPO

Somos construtores
do tempo,
inquieto ser que
dissolve imagens reais
em passado de idéias...
Volume de pensamentos
que sufocam em brotação,
como jardim, onde,
variadas flores e cores,
se entornam.
As imagens construindo
um tempo inexato,
onde apenas, 
o presente momento é real.
O que vem depois,
não importa...
Mas a exata sensação
é a falta de controle,
que nós, 
seres humanos,
temos, 
em relação ao tempo, de ver.

Vanize Claussen  13/07/12

VENTO

Se meu voo fosse igual a pipa que voa, estaria voando ao seu encontro na esperança, de mais uma vez, ser chamada a enamorar-me de ti. Mas a vida não espera, corre alerta à todos os lado e, desse jeito, vamos trabalhando na correria do vai e vem, onde em pequenos momentos, nos encontramos, nos entorpecemos do amor. Criador, criatura, na faminta de arte de amar e do amor. Espetáculo de vida, onde desabrocha a união do amor mais puro! E na rabiola balançando,
o espetáculo do encontro
entre céu e terra,
entre azul e mar,
na procura desesperada
do encontro fortuito
entre nuvens espaçadas
no vento de si mesmo.
Pregadores no varal,
balançando,
o telhado envidraçado
na busca de ver
e com clareza escolher:
fonte de iluminação,
paz, envolvente espaço
onde tudo é perfeito.
Vanize Claussen 
31/10/2010

SER POETA

QUERIA TANTO SER POETA E CANTAR NUM SONHO LINDO MINHA POESIA INFINDA, CANTANDO AOS CINCO CANTOS QUE AVIDA É LINDA, QUE O AMOR EXISTE E SEM METÁFORAS FALAR AO MUNDO O QUE CONSISTE, POR QUE DEUS EXISTE E O HOMEM A ELE NÃO RESISTE.

Vanize Claussen

REENCONTRO

A última nota, o último verso...
Pensei não acontecer mais...
Porém, a primeira vez
do reencontro
fez-me ver você
com simplicidade,
emoção...
Esperei por este encontro,
com vontade...
Quanto menos te espero,
encontro-te...
Isso é bonito, mas não total.
Queria parar, ficar, te olhar, te sentir, te ouvir
por infinitas horas, te achar em mim...
Sinto-me bem, mas a porta
não está aberta ainda
 completamente
ou para estar totalmente.
Quero te encontrar
quando a porta abrir inteira
ou quando não existir
                       mais paredes.

Vanize Claussen

RECANTAR

Quero que chova muito para alagar certos corações ensurdecidos com o tempo, por isto canto com a chuva este inquietante sono de liberdade, para que todos encontrem a virtude de ser... e grito com a água a esperança da vida.
Vanize Claussen

31/03/82

PISCAR DE ESTRELAS

O verso respira, Encanta palavras, Engravida poesia E persegue borboletas, Entorna-se... O feto balança, Envolve, assume... É quase um piscar de estrelas

Vanize Claussen

AMOR AZUL

Azul, Sentir azul, Que eleva dor, Dor que não sente. Semente azul Na boca da lua Que invade peito, Prazer... Como explodindo ventos Transformando luz, Luzes entornando. A vida é vastidão De encontros. Brisa invadindo Como guerra Que acalma, Eleva. É forma inteira De amar azul.
Vanize Claussen

(03/05/1986)

AGORA

O lugar é agora Num tempo sem demora, Que aproxima a hora, De não mais despedir... Ir... Como pássaro voando, Pousar na janela sem espera, Deixar se levar no tempo... Momento eterno... Um vôo razante Na razão de existir... Aqui Como teu amor, Somente isto basta.
                Vanize Claussen
21/01/2004

BEIJO

O beijo é brisa,
lua é paz
que chega do ventre
e abre o peito, 
aconchego.
Não é ilusão,
mas vento
que passa de leve, 
não é fantasia,
é vida, explode
por amar demais.
Beijar no íntimo,
no casulo,
na cabeça...
É tudo reflexo
dessa paz
neste dia
de lua que esvazia.

Vanize Claussen