domingo, 22 de março de 2015

AMOR PATERNO

Os portais estão abertos...
É finalizado o  empecilho
e as fronteiras foram quebradas.
Cada caminho agora traz paz.
Discretamente,
vou vertendo o tempo
e dissolvendo mal.
Saio de fininho
da sala escura
e emano luz 
para quem ficou.
Que seja o bem,
produzindo forças
e que as mazelas vividas,
experienciem,
ainda mais,
o amor.
Que cresça ardente, 
através do tubo etéreo
do amor Divino,
venha ao meu encontro,
todas as manhãs,
e fique comigo
todas as tardes e noites,
e pela madrugada
esteja em meus sonhos.
Já não vivo de entrelinhas,
mas das linhas que escrevo
e na arte que realizo,
recebo a divina graça
da abundância desmedida
em todas as áreas da vida.
Agradecida estou
por tanto amor Paterno!
Obrigada Meu Deus!

Vanize Claussen
22/03/2015

DIREITO DIVINO

Amanhece,
o vento recambaleia 
sobre às árvores. 
Meus avessos se distraem... 
O lado direito 
interpõe a face
e inusitadamente
amanheço dentro, 
cheia de flores, 
com perfumes internos 
e na sutileza 
do teu abraço,
onde terra nenhuma
pode tocar,
onde pedra alguma
pode ferir, 
pois o amor, 
mesmo num balanço, 
discreto, 
ama estonteante e feliz. 
Assim sigo, 
sabendo do encontro, 
onde o direito divino 
acontece para nós.

Vanize Claussen 
22/03/2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

ADIANTE

No vagar da inspiração,
vejo-me arredia a iludir-me 
com promessas.
Sinto na densidade
da alma,
a inescrupulosa ação
do homem.
Meus pés apenas pedem
para caminhar adiante,
já que o telefone não toca.
Agora acabou o tempo.
Esperar é muito maduro,
mas a força de ir adiante
vai além desse amor
que esquece de acontecer,
para mim.
Os liames são sutis,
mas não existe mais tempo.
Hoje oportunizo,
 realizo-me de sabores,
os que construí
desde o nascimento.
Agora,
elevo meu pensamento,
vou caminhando à frente.
E, se, olhares para mim,
lembre-se do tempo,
da espera,
das sensações inexatas
de promessas desconectadas
a que me fez.
Se olhares para mim,
dissolve em ti o que ficou,
que dissolverei em mim
o que restou do nada
deste estado de relacionamento.
Palavras bandidas,
perdidas no vento,
retiradas,' por Deus',
da mente!
Sorrateiramente,
me despeço 
das linhas escritas,
de tua alma que amo.
Vou segurando na mão de Deus,
indo adiante.
Já não quero tua covardia,
quero apenas a felicidade,
a vontade de construir
e seguir os compassos 
do restante deste tempo, aqui.

Vanize Claussen
11/03/2015

terça-feira, 10 de março de 2015

BORBOLETA


Muitas vezes voamos, 
mas nem sempre saímos, 
exatamente,
do casulo que nos abriga. 
Percebo,
nas entrelinhas da vida,
que me contorço,
que me rechaço
para soltar 
das antenas de meu voo,
as grandes delícias
de minha alma.
Acredito,
que atenta,
vou subindo
rumo ao infinito,
onde nada e ninguém
podem maltratar
quem eu sou.
Intangível,
intocável.
Que somente
pelo criador,
seja tocada
lá em cima.
E na intensa
e perfeita atmosfera,
a liberdade me aprofunde,
encante-me,
e faça metamorfoses
estonteantes de luz.
Que seja leve
esse voo da vida,
tão breve!

Vanize Claussen
10/03/2015


segunda-feira, 2 de março de 2015

DISCRETOS LAMPEJOS

Hoje,
sinto "a macaca",
sorrisos abertos,
discretos lampejos,
àqueles que outrora,
estavam aguçados,
voltam à tona.
Grandes visualizações
reveladas em invisíveis imagens.
Começo a encontrar-me,
rumo ao meu destino,
vou saboreando ideias,
cantando solturas de amor.
O tempo
movimenta inquieto
as sensações interiores
invadidas de água,
que vai tomando
e limpando a casa.
O cascalho já nem incomoda,
é parte dos aprendizados,
vai tomando forma,
e a escultura, intacta,
vai surgindo no mármore.
E que o anjo habite
neste coração,
para que aconteça 
a transformação.

Vanize Claussen
24/02/2015

domingo, 1 de março de 2015

ALMA PASSEANTE

Das surpresas,
desatados os fios,
em nós,
seguindo o som,
do chorinho carnavalesco,
transbordando estrelas,
observando botões amarelos,
a vida segue boa
nesse feriado completo.
E, discretamente,
resolvendo andores
de passarinhais lembranças...
Restaurando interna,
inteiramente,
na vaguitude dos traços
 o compasso do retorno.
O foco retrata
 a paisagem verde
que renasce dentro,
nas entrelinhas pensamentais.
A água observadora
inquieta,
continua seguindo
o fluxo.
Ah! Tempo ligeiro,
que faz meu amor demorar!
Me traz este beijo
que anestesia musicalmente
a minha alma passeante,
andante de vida.  

Vanize Claussen
15/02/2015

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