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Mostrando postagens de Agosto, 2016

FRAGRÂNCIA PERDIDA

Os rótulos queimados e rotos, envolviam discrepâncias de um ouvido surdo. O que se dizia mudo, alterava em palavras visões de outrem, fazendo imaginar coisas de sua mente. Insanamente, num tom discreto, colhia situações, desenvolvia opções. A noção perdida, despida na sua própria trama. O desejo jogado, fadado ao clima. Tempo de não ver. Incendiando, entediado, forçava esquecer. mas a agulha, palheiro inquieto, o fazia ver, reviver. O choro da perda, imposição interrompida da fragrância perdida.
Vanize Claussen 09/08/2016

FORTALEZA INTUITIVA

Nas discordâncias da vida, somos frutos de um caminho, onde idéias brotam inteiramente na mente, realizando cores, amores que de uma vida se encontram mas não conseguem se unir. Por enquanto... Mas a imagem entontece, pelo grau da graça, uma luz envolve e traz a tona a verdade. Iluminação em imagens, que do amor, acontecendo, mesmo longe, fortalece a alma e desvanece em brisa, luz e ação física. Mais cedo ou tarde, acontecerá, tremulo, em bases de pedra, que da rocha  amplia a paisagem à uma vida praiana, à uma vida serrana. Fortaleza intuitiva de mensagem divinal que transcorre em minhas mãos, numa forma de luz, vibrante de certeza que o que lá habita aqui também está.
Vanize Claussen 13/02/2013


VIBRAÇÃO

Hoje, desatino as corredeiras do tempo, invoco entoações distantes de brisa, céu e mar, cantando discretos ensejos de permanência indescritível, na descomunal impermanência de tudo. Os raios azuis cintilantes, regressam em versos ao plasmático mundo das minhocas cerebrais inquietas. Dissolvo as crisálidas das espessas nuvens que descobertam a vida, onde à deriva se foi estonteante, cantante, num factual solfejo de palavrinhas soltas. Ah! Tempero insano! Onde o espaço profundo segue segundos, desejos de correr e parar, olhar e divagar, expandir na complacência dessa ausência inquietante as solturas onduladas da alma vibracional encantando o prazer, rubra de contemplação. E, nos meios, nos anseios de estar, descortinando a água, o corpo quente, nos fractais desenhados, revivo a placenta, intensamente renovo o olhar da eternidade, o sabor das uvas, que dos vinhedos, perfume trazem, catarse-ando o amor. Olho e vejo.
Vanize Claussen 19/03/2016