Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2015

FORTALEZA DIVINA

A centelha divina, expandida está. Fomentando amor, esvaindo em brisa, oração. Cantante fortaleza, de estar em paz... paz interior. O amor elegantizando, saltando para criar-se divinal certeza. Quanto tempo passou! Certeza de borboletas voantes, num coração arregaçado, idéias divinas, entoando música. Soluções intrigantes num misterioso caminho, onde tudo fluidifica-se na perfeição do amor. A fórmula está pronta, o caminho aberto e as certezas expandidas, na incerteza do tempo. Elementos inexatos, mistério extenso: A vida.
Vanize Claussen 30/12/2015


ONDE?

A moça sentada No beiral da loja. O pisca alerta ligado. Os corredores na rua. O menino na bicicleta. O mulher ao celular, Outra carregando compras. O Natal chegando. Luzes acesas, Pessoas nas ruas, nuas.... Elementos intactos, Dissolventes... Civilizatório,  descrédito, Impugnação... Humanos Fomentando brisa Transformando, Embora a luz se apague, Um dia, Caminhando estamos Na resplandecente Forma humanital de existir Navegantes...aqui. Presentes, apenas, Natureza. O dinheiro, Mesquinho, escravo, Transferência de valores. E o natal chamando Para vermos sua essência. Apenas estamos aqui. Observando as lagartas E a borboleta voando. Onde? Onde? Humanos matando humanos, Semelhante a semelhança de Deus. Onde? Onde? Na alma da esperança De uma espécie Humanitária Onde Deus colocou, No coração: o amor. Ali está o segredo, No ser inteligente, Criado por Deus Do início ao fim.
Vanize Claussen 10/12/2015

BORBOLETAS AZUIS

Penteando os cabelos, intactos, vou serpenteando de fitas coloridas as rolhas dos vinhedos. A alegria exala: uvas frescas no quintal! Lugar de querer ficar, pomar... Ah! Esse tempo ! Outrora infantil, chamando. Não posso explodir o tempo para voltar, mas a lembrança dessa inocência, caminha nas veias escondidas do corpo. Aqui estou cozinhando pensamentos que muito atrás refrescavam as idéias. Agora, apenas desejo... Que venha ao meu encontro aquilo que preciso. E assim sigo, o caminho encantado, das borboletas azuis.
Vanize Claussen 28/11/2015



BRISA

Hoje percebo-me. Percebo-me branca, negra, amarela... Percebendo da vida, cores intactas, nascidas na tela de minha rua. Hoje estou à deriva, viajando no mar de barco à vela, coroada pelas águas da vida, navegado vou vestida de azul, verde, branco e amarelo. Despejada de mim, olhando o quarto-mar, catarse infinita, de uma infinitude igual ao rolo de papel higiênico. A inércia da cama observa-me, estampa-me de olhar a tela pendurada, sorrateira fala: casal num sexo gostoso, prazer de visões, expansão de imagens, idéias. Hoje acordei brisa. 
Vanize Claussen 28/11/2015

A VIAJANTE

Breve, o silêncio que me aporta, onde os trilhos, intactos, começarão a girar. A viagem começa, agora, de dentro para fora, sob as rodas, vagueantes de luz, do trem. São centelhas, expandidas, brilhantes a faiscar no giro. A festa começa, o céu acompanha, há leveza em seu brilho. As carretilhas do tempo já rememoram infância, tempo de não voltar, apenas saudade. A idade recupera a cor das lembranças, angariando certezas sem juízo, apenas deixar viver. O instante aparelha, aproxima e deixa ferver, interior de arte. A rotina sumiu, soterrou-se, e o algoz é agora seu libertador. Os cárceres, para trás. A viajante, apenas observa, das orelhas do trem, os vaga-lumes. Então, os contornos, corpo sedento, alma alerta, abrem-se na fulgaz parceria de seguir, apenas ir, sem destino, acontecendo agora. A hora, no relógio paralisado, não voou, apenas ficou parado, enquanto ela seguia seu destino de pérolas.
Vanize Claussen 15/10/2015

CURA, EU ACREDITO

Bem, eu acredito em curas, as quais serão eternizadas quando apreendemos mentalmente e no plano psicológico onde está o ponto de erro de nossa parte para que encontremos o nosso verdadeiro caminhar. 
Sim, digo, um caminhar mais deslumbrante que está de acordo com o que somos , temos e podemos realizar.
Também precisamos ter foco nos percalços da vida que intimidam encontros que sejam para nosso aprendizado, muitas vezes cruéis e outras vezes com a leveza de uma pena de pássaro que se soltou e fluiu ao vento.
Quando percebemos, ao passar da idade, que cada vez mais somos interligados, numa força deslumbrante que vem de cima e que acontece aqui neste plano, sabemos que nada é ao acaso, inclusive encontros de amores improváveis.
A intimidação está apenas dentro de nós mesmos quando atingimos alguma plataforma de caminhada e não conseguimos saltar à frente.
Estamos num percurso inquietante de estar ligados à materialidade da forma física e, assim sendo, desligados, por certo, de questões mais …

INTENSIDADE

Intensos olhos, pesquisa, ventre de cor, que derramando, vai regateando, solavancos, dentro, alma afim. Olhar de procura, transtorno, psiquê, in-solução. Representação, imagem, viagem de tempo, espaço de calor, intensidade. Verdades incoerentes, decência de existir, realização de sonho, toque pessoal, inflamação de alegria. Pesquisa de útero, lábios atentos, folhagem intensa, vibração. Gavetas fechadas, intensas certezas, conteúdo inerente, coerente, dissolvente, grama-cor-estar. Naturalmente, verde folha, vibrante desejo, pano redondo, olhar de caju. Solavanco discreto, tormento completo, restauração intensa, reorganização. Fagulhas desleixadas, tomadas, largadas, navegante contorno, água, rabiscos, subida. Trancafiados, aventura de alma, molhados de brisa. Perdidos, achados, intocados, intensos.
Vanize Claussen 13/10/2015


ADORMECIDOS

Os galhos, os talos, os cheiros, discretos temperos de cor e de paz. São pedaços, percalços, retratos de vida que breve estão. Passagem, cor, vapor de sonho, contato de luz. Romãzeira na janela, espera de fruto, contato com terra, adormecida nota de espera. Felicidade no prato, comida, salada, família,  amor. Sons passarinhais, cantantes desejos, viagem de luz. Nevoa que chega, esfriando memória, de sabores inexatos, intacta hora, dos adormecidos da vida.
Vanize Claussen 13/10/2015

IMPERMANÊNCIA

Os átrios abertos, na solicitude de ir, sem destino, nalgum lugar, além daqui... Encantos entremeados, de natureza, singeleza de coração. solfejos discretos, de alma. Energia de cores, insubstituíveis, de velocidades, intangíveis neste plano, aqui. Mas,  dentro, percepção, verdade, harmonia, alegria, de estar presente, sem mutações, ainda. O tempo, enriquecendo, somando  pensamentos, soltando  argumentos, naturais, natureza de ser. E no abraço, do contato, de toques discretos, solicitude de alma, certeza da calma, em estar a caminho de algum lugar, bonito. Fotografias, de tempos, de folhas, de solturas, apenas captar, imagens, impermanência, continuidade, certeza de ir, um dia, para casa. E na ruptura, certeza de presença, ainda viva, de imagem, de lembrança, de volta, de ida a algum lugar: tão perto e distante, tão pesado e leve, tão tudo e nada! Discreto som, emanação, vibração, almificação, ebulição, tormenta alegre, estar e não estar. Seguir o fluxo, o destino, as águas,

ESPIRITUAL

Suavidades, levezas, amplitude, realização, certezas, claridade, harmonia, integração. Voar, subir, renascer... Entendimento, alma, limpa, amor.
Vanize Claussen 11/10/2015




SALIVA LOUCA

Nas iluminâncias da vida, derivo o toque do verso, nas entranhas da folha, que aquece as palavras, dissolvendo do ar infame, dos versos,  outrora doídos, inseguros e doentes  de amor, de amar inconsistente, aquele beijo demorado, alado, que saltou escorregadio dentro de minha boca. Daquela saliva louca, paixão de línguas quentes, a se beijar ardentemente, ali, naquele ermo da rua vazia. Fulgurou-se naquele instante, tremenda letargia, tremendo experimento a crepitar dentro, espaço de cabeças, em cima, embaixo... Mente fervilhando, em miúdo ralando, tomando, acontecendo... Nada jamais sonhado, preparado, porém um verbo de dor, num clamor do passado, fugir dali. No presente, estar sedenta, sedento da água de dentro, alma. Na passagem, apenas, sumir arrediando-se, soltanto atrás os versos prometidos, não resolvidos, dissolvência de tua voz. Ah! Passagem! Truciante desejo de não poder mais ficar! Ah! O amor de línguas quentes! Na vertente esguia, apenas ficar. Tempo que foi, tempo que vem e vai, mas a luminosidade, volta em segundos ao espaço…

DIZERES

DESPOSSUÍDOS

Os despossuídos de luz buscam em meros atos, o nada. A imagem se cria... O poeta acende a luz, traz imagem de gratidão, que força os Despossuídos, a verem, na magia das palavras estreitos laços de fitas enfeitando aquele tom, iluminando o rosto mosto daquela mulher menina que entoou amigos na cachaça discreta da vida e no tom, autêntico vinho, da luta pela vontade de viver, e pela mãe natureza. A força é tudo isso, a raiz que brota, invade atentando, barulhos discretos, latidos, cidade, noite,  sons diversos, alaridos. Somos esse verso, essa palavra, esse absurdo aos olhos  dos despossuídos. Só risos e lágrimas, vertidos aos que não alcançam o trem das flores musicais.
Vanize Claussen 24/09/2015

LIÇÕES/ TALVEZ

Burburinho, 
Total espaço,  Conversa,  Fora?  Lições de vida,  Talvez,  Concerto,  Conserto,  De histórias,  Músicas,  Vida.  Bendita espera,  Fraterna  Do amor,  Ainda não.  Breve espanto,  Presença,  Acontecimento,  Unicamente,  Diferente,  Total.  Ouvi,  Racha , Despacha,  A pipa,  Solta,  Boa,. Então,  Concentração,  Hibernação,  No bar, Cantante,  Vozes.  A porta aberta,  Espera,  Que não cessa, Caminho,  Caminha,  A Cuba molha,  Olha,  Estrada aberta,  Deserta,  Carros.  Você chegando  Aqui.

Vanize Claussen 
11/9/2015

APENAS ROSA

Nos escabelos do linho, vinho, entoação de alegria, folia de cor. Nas promessas descabidas de teu amor, apenas passarinho em revoada. Indo adiante, vou cantante todos os dias, e a vida abrindo soltando o rolo distraindo, musicando, cantarolando a dança desse caminho, sem volta. Desentupi o coração, desarrolhei as portas, escancarei as janelas  abri tudo, parti. Agora, enlaçar-me-ei, apenas, brisa. Estarei, apenas, vento. O tormento revoou, o encanto da vida voltou. Novamente vejo a cor de meus olhos, porque a dor, apenas rosa que me plantou. Exalo sorrisos, levezas, solturas e amor. Sou apenas uma flor.
Vanize Claussen 8/9/2015