BORBOLETAS AZUIS

Penteando os cabelos,
intactos,
vou serpenteando
de fitas coloridas
as rolhas dos vinhedos.
A alegria exala:
uvas frescas no quintal!
Lugar de querer ficar, pomar...
Ah! Esse tempo !
Outrora infantil,
chamando.
Não posso explodir o tempo
para voltar,
mas a lembrança
dessa inocência,
caminha nas veias
escondidas do corpo.
Aqui estou
cozinhando pensamentos
que muito atrás
refrescavam as idéias.
Agora,
apenas desejo...
Que venha ao meu encontro
aquilo que preciso.
E assim sigo,
o caminho encantado,
das borboletas azuis.

Vanize Claussen
28/11/2015




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