COMO SINTO SAUDADE!

Sinto saudade de casa,
da casa de minha avó,
onde brincadeiras
eram intensas,
as comidas exalavam carinho,
a fartura de amor,
dentro da alma.
Infância que não se esquece,
paraíso que guardamos
dentro de experiências,
as mais íntimas da alma.
Ah! Como sinto saudade!
Minha avó fazendo doces,
meu avô contando histórias
e das incertezas infantis
que hoje só vejo chorar.
Era um tempo de alegrias,
apesar dos choros:
de um corte no dedo
ou de um joelho ralado.
Quando lembro
da minha infância,
sinto paz, alegrias, saudades,
de um tempo diferente:
das brincadeiras de pique,
dos banhos de rio no verão,
das comidinhas feitas
num fogão improvisado no quintal,
dos ovos pegos no galinheiro de meu avô.
Quanta curiosidade!
Lembro também das árvores frutíferas.
subíamos nelas a pegar:
laranjas, araçás, jabuticabas, amoras.
"Vou contar pro seu pai que você namora".
Ah! E a brincadeira de feira
no quintal da vovó!
Vendíamos frutas,
num tablado de feira do meu avô.
Quanta alegria ficou na memória,
alegrias de uma saudade atrás.
Quanta saudade de um tempo,
tempo infantil que não volta mais!


Vanize Claussen

6/08/2015

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