LUZ DA ALMA

Minha posição cantante
me excita de luz,
solto faísca nas parcelas,
indiscretas em seus tecidos,
foscos pastéis de ver a vida!
Ah! Extasiante destino
que desatina um nó
de impensada sedução!
Um tempo perdido
de achados extensos
em nebulosas visões
de estar, por dentro, atenta.
Incendeia-me vê-la
tão indiscreta pelas cortinas,
como se a paisagem
em faiscante desejo,
soltasse fagulhas
de sinais tão distantes!
solto-me ao teu encontro,
mas presa estou,
sem poder tocar-te, ao menos.
Então, enquanto visto-me,
você se despe à minha frente,
cantarolando anseio de prazer
num flutuante enérgico gozo.
Ah! Como queria dar-te tudo,
como queria dar-te este prazer,
pequena radiante luz invasora:
minha ALMA!!!

Vanize Claussen 
19/01/2014


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