A CAMPAINHA

Esgotei-me de incertezas,
derramei as rosas no jardim
onde a alma canta a passagem
do presente de estar aqui,
viva.
Sorrateiramente vou deixando
e o fluir intensifica dentro,
nas tramelas mais fechadas,
dissolvo o canto
e a voz embala o vento
de solturas sem fim.
Importam-me as rosas,
sim, as rosas prometidas
e seu perfume matinal,
onde o encanto estonteia
de tão sutil espetáculo!
Deixo-me sentir a grama,
visto-me de seu sabor
percebendo sua textura
na gravura interna
de minha doce vida terrena.
Sensação de paz
naturalmente,
dentro,
naturalmente ao natural
de minha essência
de querer amor sem fim.
Mas o vento chega forte
debulhando-me,
qual milho em mãos espertas.
Mesmo assim
Eu canto, encanto
sorvendo o que o tempo,
de vida,
me trouxe:
Aprendizado, aprendizado,
aprendizado.
A campainha tocou,
nesse breve instante,
eu acordei.

Vanize Claussen
27/06/2014




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