quinta-feira, 25 de abril de 2019

VIDA

A vida
Ávida,
A videira,
A vara.
Derramada,
Distraída,
Desolada,
Descontraída.
A vida, corredeira
Da insana vontade,
Alivia,
Avalia,
Arredia...
Instrumentos,
Apenas,
Sem lamentos,
Somos corpo.
Seguimento,
Sentimento,
Sacramento,
Na sequência,
Servos uns dos outros.
E, mais a frente,
Apenas outra dimensão.
Solidão?
Não sabemos...
Só depois.


Vanize Claussen
24/04/2019

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

CONJUNÇÕES

As conjunções de vida,
correm soltas,
investidas no deslamento
das coisas pequenas,
apenas gratidão deve ficar.
Então,
visto-me de luz,
transbordo-me de brisa,
contento-me em sabores naturais...
e continuo,
sabendo,
que ainda humana,
terei revezes,
dissabores,
mas,
não paralisada,
apenas olhando.
Caminharei em frente,
para que adiante
possa emergir
a nova mulher,
a nova inspiração,
a constelação infinita
que mora em mim.
Meu trabalho agora
é de flores,
procuro os temperos sutis,
para libertar.
Oriento-me da fé,
ela guia-me além.
Aqueço as turbinas 
e vou,
onde os ouvidos
já não reparam deslizes,
apenas paz.

Vanize
07/01/2019


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

GRATIDÃO

Acalento,
dentro,
sob inspiração infinita,
as águas vivenciais
transformadas em brisa.
A paz,
grandiosa estrela,
sobrevoa alma.
Discretamente,
enriquecida.
E sob tecidos fartos,
crio, inovo experiência,
comando funções,
revitalizando necessidades,
criando patrimônio
onde as pedras
tornam-se transparência.
A vida sorri,
novamente inquieta
ir descobrir novidades.
Ainda é tempo
e ele sorri.
A riqueza nos abraça,
dentro e fora.
Agradeço, decido,
observo, continuo,
confirmo ...
No extremo do planeta,
existo,
todos sabem.
Aqui estou ricamente,
ampliada de luz
e grandes experiências.
Eu sinto gratidão.


Vanize Claussen
31/01/2019


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

SIGO MEU CAMINHO

Carrego no tempo
a videira inteira
de luz.
Como feixes sagrados,
vou trazendo,
embrulhada,
a pérola divina.
As correntes soltaram-se.
Resta apenas o brilho,
ao longe,
das tempestades 
dissolvidas.
Agora o caminho,
rico de lucidez,
discorre calmo.
Sobrevoo,
dentro do antigo algoz,
a certeza de solturas.
Observo,
apenas ao longe,
os sutis desejos,
guardados no amor.
Canto para a vida,
deixo apenas o som,
da minha voz, 
escorrer
diante da multidão.
Agora,
livre,
percorro as montanhas,
observo os passarinhos,
navego na placenta 
terra mãe,
entrego ao universo
o meu direito divino,
para que chegue
o que preciso.
Realizo tecidos,
formas,
exclusivas idéias.
Sigo meu caminho,
sabendo escrever
para que chegue
aos corações,
as mensagens da luz.
Acredito no melhor destino.
Sei que tudo conspira a favor.
Apenas prossigo,
rumo a vitória,
antes da partida.

Vanize Claussen
15/01/2019



sábado, 8 de dezembro de 2018

NATUREZA

A chuva,
lascada espera
de inóspitas certezas.
São percalços de água,
molhando a terra,
lavando a vida.
A canção delicada
desenvolve ritmo,
discreto.
São gotículas minúsculas,
descendo e sopradas,
antes pelo vento,
nas direções variadas.
As folhas das árvores,
recebem em sua seiva,
a essência preciosa,
a água.
Os pássaros assoviam,
cantarolando,
incertos,
seus piados variados.
A natureza respira,
apesar do frio,
ela serpenteia gigantesca
as nações do mundo.
Sobrenatural,
caminha de acordo
com seu clima.
Aqui ficamos,
observando a beleza.

Vanize Claussen
08/12/2018


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

SALVE, SALVE

Nos arredores do mundo,
infalível está
o vento soprando.
É canção exalando
dentro,
o universo de fora.
Os mares,
as montanhas.
as luzes e cores,
vão arrefecendo,
vão tornando-se
paz.
Já não há 
encontros, 
nem despedidas,
somente o caminhar
dos dons emitidos,
restaurados no âmago.
A fortaleza fulgaz,
deslumbra
na fragilidade 
da criação.
Então,
o pensamento,
como que ressabiado,
apenas observa
as estações.
Salve, salve...
a primavera chegou!

Vanize Claussen
02/11/2018




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O CAMINHO


A terra vai invadindo
os sapatos molhados,
rotos avermelhados.
No chão,
o pó.
Ao redor,
a brisa passeia,
serpenteando migalhas.
O pão,
antes amanteigado,
respira dores duras,
fagulhas no ventre,
corredeira insana.
Os pés,
crepitando,
na vulgar infantaria,
sobrevoa os anéis
das imagens paralisadas.
A madrugada,
debruçada sobre a terra,
acorda o corpo traçado
das inquietas certezas,
ainda que tardias.
O caminhante adormece,
sua alma evapora.

Vanize Claussen
1/10/2018









A COZINHEIRA



 Pedra, pedra,
sementeira,
pedra e pedra
na carreira da pedra,
uma soleira.
Esvazia a chaleira,
a cozinheira
e senta na pedra da soleira.
A pedra da carreira,
solteira.
Que saudade,
da avó cozinheira,
sentada na pedra dura
da soleira!

Vanize Claussen
01/10/2018


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A PRATELEIRA

Momentaneamente 
observo...
percebo nas inscrições,
sadias fontes de essência.
Cada olhar,
uma alma.
Cada vagão,
uma multidão apertada.
As estreitas passadas,
rotas,
rumo a labuta,
vão enrubescendo,
entortando os sabores
da alma livre.
Mas,
na razão do amor,
uma conexão
de labores interiores.
Os pedaços,
as mãos,
a cabeça,
o aconchego do filho,
que no encharque
da vida,
incendeia o coração de paz.
O esfuminho,
ainda que esticando a cor,
vai trazendo novidades,
vai mostrando tonalidades,
onde o encontro,
navegante inquieto,
emociona os corações.
A criação arremetendo,
na luz dos estilhaços,
o afeto encontrado.
Na divagação,
ainda inconstante,
o nevoeiro vai saindo
e a centelha divina,
antes perdida,
se torna plena
como um cristal.
Na prateleira,
apenas sorrisos
e gratidão.

Vanize Claussen
20/09/2018



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

PASSAGEIROS

As cores,
inebriadas solturas,
de luz incandescente,
realinham,
no mar de idéias,
 o caminho veloz.
Vermelhando
na estação 
do tempo,
imagino estrelas
num brilhante cristal,
dissolvendo e clareando.
Os passageiros azuis,
iluminados de etéreas
verdades,
vão soltando 
os tijolos imaginários.
No movimento,
as canções amareladas,
deslizam 
notas musicais,
na altura 
dos ouvidos infantis.
E dentro do túnel,
branco de neve,
vou levantando vento.
E as folhas alaranjadas,
remoídas num redomoinho,
vão espalhando paz.
O outono,
esverdeando saliências,
transmite seu jeito
primaveril incandescente.
A água,
entorna tudo,
e a areia da praia,
recolhe os despejos
floreados pela humana idade,
na existência dos corais
mais antigos.
Somos os passageiros
de todas as cores,
que navegamos no voo
da vida colorida.

Vanize Claussen
14/09/2018





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O POEMA

Os músculos
na alteração
da imaginação,
vão volatina-mente,
estupefatos de brisa,
regendo a orquestra.
Os movimentos,
tais como brilhantes,
enevoam a imagem
da fotografia,
onde o começo
paralisou no 
voo rasante
das ideias geniais.
As notas musicais,
agora rotas,
qual partitura antiga,
sobrevoam o olhar,
enigmaticamente ao ar.
As imagens se fundem,
confundem,
e momentaneamente
se dirfarçam
como uma
pintura impressionista.
O tempo,
magicamente paralisado,
discorre líquido
pelas veias,
artérias do amor.
Os celulares,
já não tocam.
Os computadores
desligaram-se.
O poema tomou vida.
Onde é o começo?
Onde é o fim?
Eletricamente
e num repente,
voltou a luz.

Vanize Claussen
30/08/2018



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A VIDA ESTÁ EM MIM

Coloco-me
a disposição,
mas não esqueço
quem sou.
Sou um ser 
livre-vento
que caminha 
na direção
da vida, 
que percorre-me.
Escrevo.
Nas linhas dispersas,
me encontro viva.
Nas linhas anteriores,
estava distante
do ponto.
Agora vivo
na sabedoria,
no conhecimento
e entrego-me
nas saliências mentais
saudáveis
e volito alto,
saudando quem sou
e o que quero.
Então,
nas cortinas abertas,
com música nas latas,
ao som da viola,
observo o ensejo
distante,
já não serve mais.
Então dou a partida,
coloco o cinto
e segura vou a frente.
Mensurando cada segundo
a totalidade de viver bem.
Gratidão ao início e ao fim,
ao alfa e ômega,
ao claro e escuro,
ao yin e yang.
Gratidão ao antes, 
 ao durante,
ao depois 
de minha encubação
Gestativa.
sou grata pela vida
e a vida está em mim.
Obrigada.

Vanize Claussen
23/08/2018






quarta-feira, 22 de agosto de 2018

REALINHAMENTO

Eu me realinho,
me reescrevo,
me vejo
e anuncio vida,
resgato-me.
Descrevo-me
entre linhas
nas entrelinhas
do amor.
Sou frágil,
imperfeita,
assim me sinto forte.
Mas faço,
fiz o melhor
em tudo 
que toquei.
Fui divinamente 
planejada,
encantada,
estou aqui.
Sou sucesso
desde quando
fui gerada.
Saí da redoma,
me vejo,
inteira no espelho.
Entrego o que
não me pertence,
recebo paz.
Minha responsabilidade 
está comigo.
Sinto novamente
os sinais.
Meu eu me recebe
profundamente.
levemente,
tranquilidade.
Ouço a natureza,
recebo placenta,
vejo-me mulher,
feminina,
linda.
Tenho a proteção divina,
sou pura e alegre,
o tudo que preciso
vem ao meu encontro.
Eu existo,
amo-me,
dependo 
do amor divino.
Tenho 
apenas 
o que necessito,
nada além 
do impossível.
As probabilidades
são grandes,
pois somente, 
o necessário e perfeito,
para mim,
vem ao meu encontro.
Entrego o que não me pertence
e vejo-me livre das amarras.
Assim tenho vida,
assim recebo vida,
assim fico com o que pertence
ao divino em mim.

Vanize Claussen
22/08/2018




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