CLARIDADE

Entrei no vagão do limite, 
Joguei as redes ao chão, 
Deitei no ar das idéias
E  caminhei sobre o ar. 
Dissolvi das entranhas
Insoluções vagarosas
E renovei o armário
Cantando flores. 
Apenas olhei o infinito, 
Percebendo-me nua. 
A rua petrificada, 
Imaginando versos, 
Sem lamentos. 
As cores invadiram, 
As janelas respiram
E  o vento levou os espinhos.
Agora, 
Os versos boiam na luz, 
Engravidando correnteza, 
Indo além dos trilhos. 
Solturas sem medo,  
Com, apenas, relevância 
Em si mesmo,  na música. 
Ah!  Quanta claridade!


Vanize Claussen 
31/05/2015



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