A SOLIDÃO ENSINA O CAMINHO


Quando se está sozinho, sem ter aonde ir, prescrevemos a nossa própria vitória de dizeres ao vento. Mas quando realmente acreditamos na existência de uma filosofia real, em que somos impelidos a compreensão e dissolução de idéias buscando, na contramão do caos, uma afirmação que não existe, pensamos então: somos aprendizes eternos da construção desse ser morador de nós.
É como se pudéssemos ver com clareza a distância de um ponto ao outro, porém intangível, mas real em nosso minúsculo ser. A claridade chega, quando percebemos, não somos tão reais quanto pensávamos, mas apenas meros passaportes de uma vida corporal para uma vida etérea.
Um mundo mágico e real, onde encontramos seres de todos os tipos e modelos. Uns são altos, outros baixos, uns magros outros gordos, uns são esquisitos outros totalmente enturmados. Assim, com as enormidades de diferenças acontecendo ao nosso redor, vai se discorrendo tudo aquilo que aprendemos em nossas atitudes e palavras, as quais, por infinitas vezes, saem de nossa boca, palavras ferindo e exalando veneno e nem nos damos conta que estamos atingindo, com um tiro cego, alguém que amamos.
Na realidade estamos apenas exprimindo o aprendizado de anos seguidos. O que nos torna uma presa fácil de enormidades de defeitos pela visão dos outros, no sentido de cada um ter construído uma realidade personalizada individual e própria.
Quantas vezes nos sentimos como ”peixes fora d’água”? Muitas vezes. Não há um único ser que por algum momento não tenha tido uma sensação desta. Mas a solidão ensina a compreensão dos movimentos de reforma interior. Como se, através do que o mundo emana, formássemos um ser melhor cada dia que passa.


Vanize Claussen Corradini 16/08/2010

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