Poetizo.
No ventre,
trago,
energizo,
as centelhas orvalhadas,
espalhadas ao redor.
Na cumeeira do abismo,
observo descalça
a calça calçada do varal
de ideias invencíveis,
intocáveis a bailar.
Solto as borbulhentas imaginações,
descalçadas das marés ruins,
num espelho refletido em mim.
O reflexo esguio e fugaz,
espalha-se ao derredor da vida
nas palavras pulsadas e ingeridas
pelo mundo afora.
Soletro das entranhas,
na essência da sensibilidade,
os vagantes anseios,
incerteza do que virá depois.
A impermanência de tudo
eleva-me o pensamento
e assim posso assentar-me,
pois presente maior não há
que o momento presente.
Somos,
na tela do amanhã, nada.
Mas, escrevendo hoje,
com a vida,
nossa história,
na passagem do passado,
ficará escrita,
semeando emoções.
Vanize Claussen
04/08/2023
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