quarta-feira, 5 de março de 2025

POETIZAR

 

Poetizo.

No ventre,

trago,

energizo,

as centelhas orvalhadas,

espalhadas ao redor.

Na cumeeira do abismo,

observo descalça

a calça calçada do varal

de ideias invencíveis,

intocáveis a bailar.

Solto as borbulhentas imaginações,

descalçadas das marés ruins,

num espelho refletido em mim.

O reflexo esguio e fugaz,

espalha-se ao derredor da vida

nas palavras pulsadas e ingeridas

pelo mundo afora.

Soletro das entranhas,

na essência da sensibilidade,

os vagantes anseios,

incerteza do que virá depois.

A impermanência de tudo

eleva-me o pensamento

e assim posso assentar-me,

pois presente maior não há

que o momento presente.

Somos,

na tela do amanhã, nada.

Mas, escrevendo hoje,

com a vida,

nossa história,

na passagem do passado,

ficará escrita,

semeando emoções.


Vanize Claussen

04/08/2023



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

ESTAÇÕES