quarta-feira, 5 de março de 2025

ESTOU


Não me risco,

não me troco,

não me jogo,

não me xingo,

procuro apenas

explodir os trincos

das civilizações negras em mim.

Quero a liberdade

das ideias ,

da idade,

do conceito,

da vaidade

dessa história

que não tem fim.

Quero a régua colorida,

quero vida em mim!

Não importam as frustações,

mas as degustações

das fronteiras perdidas.

Descasco a banana,

enlaço o trilho

da cordilheira perdida.

Pico toda banana,

ao escalpilho do molho

e engulo com alma

essa calma corriqueira

da loucura passageira.

O excremento é só mais um,

diante de tantas coisas

solavancando o movimento.

Talvez eu possa voar,

além mar,

na doçura de tantos açoites,

que ficaram atrás.

Não posso mais ficar!

A paralização passou!

Sigo ideias e ideais.

Vou a frente e enfrente,

resgatando a cultura,

nessa altura do mar aberto.

Me arrisco, me visto,

me ganho e mimo.

Estou presente.

Esperançosamente!

 

Vanize Claussen

07/08/2023




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