Não me risco,
não me troco,
não me jogo,
não me xingo,
procuro apenas
explodir os trincos
das civilizações negras em mim.
Quero a liberdade
das ideias ,
da idade,
do conceito,
da vaidade
dessa história
que não tem fim.
Quero a régua colorida,
quero vida em mim!
Não importam as frustações,
mas as degustações
das fronteiras perdidas.
Descasco a banana,
enlaço o trilho
da cordilheira perdida.
Pico toda banana,
ao escalpilho do molho
e engulo com alma
essa calma corriqueira
da loucura passageira.
O excremento é só mais um,
diante de tantas coisas
solavancando o movimento.
Talvez eu possa voar,
além mar,
na doçura de tantos açoites,
que ficaram atrás.
Não posso mais ficar!
A paralização passou!
Sigo ideias e ideais.
Vou a frente e enfrente,
resgatando a cultura,
nessa altura do mar aberto.
Me arrisco, me visto,
me ganho e mimo.
Estou presente.
Esperançosamente!
Vanize Claussen
07/08/2023
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