O poeta é um deglutinador de ideias,
ele arranca de sua alma,
tudo que antes não era,
trazendo com muita calma
para as linhas do poema.
Então o que falar de Quintana?
De Clarisse?
De Cecília?
De Pessoa?
O poeta é um deglutinador de ideias.
Sua palavra percorre o mundo
como a gaivota que voa leve
pelos ares da praia indecisa,
onde as ondas não sabem
se vão ou ficam.
Sua palavra está viva,
mesmo que morra sua pele,
que sua carne desfaleça,
apodreça.
O poeta está vivo
e com pressa renova
os horizontes dos perdidos,
desvalidos,
açoitados,
esfumaçados,
de todos os desprotegidos.
O poeta é amor,
captando com sua alma,
como a borboleta
pelos campos das
flores esvoaçantes,
onde mal nenhum
pode tocar, ameaçar,
pois ele escuta os amantes
e vibra na nota da música
a sinfonia mais pura
do êxtase de um beijo enamorado.
O poeta é um deglutinador de ideias,
esquecidas para muitos,
ele acha o caminho,
devagar, devagarinho,
vai salpicando na folha,
seu pensamento,
emprestado pelo vento
da imaginação,
sorrateiramente,
invade o leitor,
aquecido de imagens.
Assim é o poeta:
Um deglutinador de ideias,
passageiras, talvez,
mas para muitos,
gravadas no coração.
Vanize Claussen
10/08/2023
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