sábado, 14 de setembro de 2013

TEMPO DE VER


Sons de guitarra,
Invadindo,
discordando,
entre mesas, pessoas...
Lugar de um piso frio, cinza,
que retrata,
o brilho da luz,
fugidia
e entontece meu ser
que busca o superconsciente
e sonhar com o amor.
Mas a brevidade
e campo,
do baile que não se vê,
é silêncio,
ortodoxia de madeira envernizada
e empoeirada,
onde pelo vidro,
tocamos o movimento
das mesas e vozes...
A água na mesa
e a bebida destilada,
risos soltos no ar...
Instrumentos vibram
notas da alma,
luzes cantam
a harmonia da voz.
Fogo fátuo de estar
paralisada
entre vozes de loucos,
sendo quase nada louca
neste momento.
Isqueiro aceso,
como vela
numa dança de notas musicais
invadindo o ambiente,
inebriado de força jovem,
fulgáz delícia de um tempo
que não volta.

Vanize Claussen
(06/07/2012)

TEMPO DE IR EMBORA

Tempo temperando imagens,
aquelas que jamais,
apesar da perda de alguém,
poderão ser esquecidas.
É como se um irmão voasse
indo ao encontro de Deus
e aqui ficássemos
a esperar o tempo de ir embora
para  nos unirmos aos que já se foram.
Acontece na alma um lamento,
neste exato momento,
um pesar e a imagem
de não sermos eternos.
A sensação apavora a alma,
desagrada a vida
que ainda nos percorre.
Chocante estado de olhar
tentando almejar o instante
que já, também nós, partiremos.
Doce ilusão achar eternidade na matéria!
Sensação de paz a hora de ir embora!

Vanize Claussen  
2/06/2013


TEMPO DE IMAGENS

 Somos entontecidos de sinais,
onde lixas, livros e vergonhas
não podem deter
o que vem do alto
e no íntimo está.
Ah! Que saudade
da flor do amor,
que desabrocha
todos os dias!
Quantas vezes nem percebemos!
Quanta vida!
A natureza nos espera...
E no vagar da lida
somos pesquisadores do tempo,
movimento de percepção,
onde o espaço é o presente,
não existindo, portanto,
passado ou futuro,
mas o que vivemos e presenciamos.
Tempo de imagens:
umas que ficam,
outras que vão...

Vanize Claussen

24/11/2012 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

GOTAS

 O vidro reflete o brilho de gotas,

estilantes,

onde,

através da janela,

os olhos d’água

incendeiam a noite

de se ver, em luzes,

nos prédios em frente.

O poste,

com seu farol

reluzente,

também acenam

gotas deslumbradas

de sol,

onde o poema

distorce pra cantar

na chuva que aquece

meu pensar.

Ah! Delícia de tempo!



Vanize Claussen 
12/07/12

ESPERANÇA

Na sofreguidão de um amor,
apavora-me pensar,
que diante de sinais,
de flocos rápidos
o termômetro deve acender,
perceber,
dissolver,
aumentar...
Ninguém sabe
o que vai acontecer e,
na sintonia de amar
o vento pode trazer
e levar...
As páginas são viradas,
apesar de sempre acontecendo,
todo dia.
Porém a brisa,
que toca,
de leve meu corpo,
incendeia minha alma
de prazer de amor.
Quero sentir
o sabor do teu beijo
e nas conjunções de música,
estar.
Onde? Quando?
No tempo preciso,
acontecerá.

Vanize Claussen


06/07/2012

EXPERIMENTAR

Experimento,
tempo de chuva,
calor das cobertas,
risos na vizinhança...
Música sertaneja
fora do quarto,
filha no computador.
Mãe enrolada
nas cobertas, absorta,
as vozes da televisão.
Água caindo forte,
carros passando na rua.
No aconchego do lar, na cama,
escrevo, dissolvo
palavras que me vêm a mente.
Chá quente ao meu lado,
na mesa de cabeceira,
anestesia minha vontade
de experimentar estrelas neste poema.

Vanize Claussen
17/03/2012

ENCONTRO

Estrelas sopram
nos meus ouvidos estalam
e completam formas.
Felicidade estar
ouvindo você,
mesmo que longe.
São pequenos toques
num tic-tac
invadindo a alma,
truque de luz
que somente o amor
transforma e emana.
O horizonte traz paz
e conforme a dança do tempo,
vamos nos encontrando
no ar, por aí,
para ser feliz.

Vanize Claussen

05/07/2013

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